MPSC investiga qualidade da água de Florianópolis após surto de virose na Capital

Resumo da Notícia

Busca-se entender se as condições de balneabilidade das praias de Florianópolis estão dentro dos padrões exigidos

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Foto: Secom/Governo de SC

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) instaurou um procedimento para apurar a qualidade sanitária das praias de Florianópolis após o registro de um aumento expressivo de casos de doenças virais nas últimas semanas. A iniciativa é conduzida pela 33ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua na área da saúde, e tem caráter preventivo.

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Busca-se entender se as condições de balneabilidade das praias de Florianópolis estão dentro dos padrões exigidos e se há fatores ambientais que possam estar contribuindo para o aumento dos atendimentos médicos registrados neste período. Para isso, a Promotoria passou a requisitar informações às Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente, além da Vigilância Sanitária.

Entre os dados solicitados estão relatórios técnicos, registros de fiscalizações, resultados de monitoramentos ambientais e informações sobre eventuais irregularidades que possam impactar a saúde pública. O foco é especialmente o período de verão, quando Florianópolis recebe um grande aumento no fluxo de moradores e turistas, o que naturalmente pressiona os serviços públicos e o ambiente costeiro.

Além da coleta de informações junto aos órgãos municipais, a 33ª Promotoria de Justiça também está articulando reuniões conjuntas com Promotorias que atuam na área ambiental em Florianópolis. A proposta é alinhar estratégias, compartilhar dados técnicos e construir ações integradas que permitam uma análise mais ampla da situação das praias da Capital.

A instauração do procedimento ocorreu após a identificação de um número elevado de atendimentos por doenças virais nos hospitais da cidade, o que acendeu um alerta para a necessidade de uma investigação preventiva. O Ministério Público considera que o aumento desses casos pode estar relacionado a diferentes fatores, como características típicas da estação do ano e o crescimento populacional registrado durante a temporada de verão.

Em contraponto, a Prefeitura de Florianópolis informou, por meio de nota oficial da assessoria de comunicação, que ainda não foi notificada formalmente pelo Ministério Público sobre o procedimento instaurado. O Município destaca que o monitoramento da balneabilidade das praias é realizado regularmente pelo Instituto do IMA (Instituto do Meio Ambiente), órgão responsável por essa avaliação, seguindo protocolos técnicos estabelecidos.

A administração municipal também ressaltou que os dados mais recentes apontam uma redução nos registros de doenças diarreicas no início de 2026. Entre o final de 2025 e o começo deste ano, foram contabilizados 466 atendimentos na Rede Municipal de Saúde, número inferior aos 988 registros observados no mesmo período do ano anterior, entre 29 de dezembro de 2024 e 4 de janeiro de 2025. A redução representa uma queda aproximada de 52,5%.

Segundo a Prefeitura, esse resultado é reflexo de um conjunto de ações preventivas e contínuas, como a orientação da população sobre cuidados com higiene e consumo seguro de água e alimentos, além do reforço na fiscalização de estabelecimentos e do comércio irregular, especialmente em relação à venda de alimentos com preparo e armazenamento inadequados, fatores frequentemente associados à contaminação.

O Município também mantém ações permanentes de fiscalização por meio dos programas Floripa Se Liga na Rede e Blitz Sanear, desenvolvidos em parceria com a Casan. As iniciativas têm como objetivo o monitoramento e o combate a ligações irregulares de esgoto na rede pluvial, uma das principais preocupações ambientais em áreas urbanas próximas às praias.

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