
Florianópolis passou a custear o tratamento de cães diagnosticados com Leishmaniose Visceral Canina — conhecida como LVC — e se tornou, segundo a prefeitura, o primeiro município do Brasil a oferecer o tratamento de forma gratuita.
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A iniciativa contempla animais de famílias com renda de até três salários mínimos inscritas no CadÚnico e todos os cães acolhidos no canil da Dibea (Diretoria de Bem-Estar Animal).
A medida busca reduzir as eutanásias de animais diagnosticados com a doença e ampliar as possibilidades de adoção. Atualmente, 12 cães com leishmaniose estão no canil municipal. Os animais recebem tratamento e acompanhamento veterinário e podem ser adotados.
A LVC é causada por protozoários e transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha. Entre os possíveis sinais estão feridas, úlceras, crescimento das unhas, febre prolongada, perda de peso, anemia e aumento do fígado e do baço.

Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada com tratamento adequado. Segundo a prefeitura, cães diagnosticados podem ter uma vida normal, ativa e saudável.
A condição também não é transmitida por contato direto, como carinho, toque ou convivência, não influenciando no trato com o animal.
Feira de adoção de cães
Para incentivar a adoção e combater o preconceito contra animais com a doença, o Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha promove uma feira neste sábado (29), das 13h30 às 17h. O evento será realizado na sede do órgão, no bairro Itacorubi.
Entre os animais disponíveis está Dascuia, o vira-lata pretinho, que passou por reabilitação e já está pronto para ser adotado.

Quem adotar um cão diagnosticado com leishmaniose terá garantia de tratamento medicamentoso e acompanhamento veterinário. Os animais também poderão utilizar a estrutura do Hospital Veterinário Municipal, que oferece consultas, exames de imagem e laboratoriais, cirurgias, plantão 24 horas e internação, quando necessária.
A legislação federal autoriza a eutanásia de cães positivos para leishmaniose. Em Florianópolis, porém, a legislação municipal prevê atendimento aos animais de famílias de baixa renda por meio do Hospital Veterinário Municipal, conforme a Lei nº 10.837/2022.






