
O atual governador de Santa Catarina e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL), afirmou que pretende construir oito clínicas para internação voluntária no estado caso ganhe as eleições. Afirmação foi feita durante entrevista ao Jogo do Poder nesta segunda-feira (24).
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
A entrevista com o governador faz parte das sabatinas realizadas pela Jovem Pan News com os candidatos a gerir o estado. A próxima sabatina acontece na terça-feira (25), às 11h, com o candidato Ralf Zimmer (PRD).
Internação involuntária e cadastro da população
Apesar de considerar um problema municipal, Jorginho destacou que se preocupa com a situação das pessoas em situação de rua. Em união com as maiores prefeituras do estado, o político propôs — e disse que já está em implementação — um cadastro para as pessoas em vulnerabilidade.
“Agora vamos ter um número fidedigno para saber quantos moradores de rua são; aqueles que gostam de estar na rua, aqueles que são drogados, que são bandidos, ‘travestidos’ de pessoas de rua”, afirmou o governador.
O objetivo principal do cadastro é fiscalizar, por meio de um banco de dados com fotografias e informações pessoais, a quantidade de indivíduos nesta situação e seus deslocamentos intermunicipais.

Jorginho Mello contou ainda que pretende implantar, caso reeleito, oito clínicas regionais “para recolher essas pessoas, dentro do que preconiza a lei”, realizando a internação dos indivíduos.
As clínicas ajudariam a desintoxicar os usuários de substâncias nocivas e auxiliá-los a conseguir um emprego, ou a voltar para a cidade de onde vieram. Para o governador, são três etapas: tratar, desintoxicar e encaminhar.
Jorginho Mello quer evitar privatização de estatais
“Hoje é uma nova Casan, se parou de fazer sacanagem; quem administrava a Casan muitas vezes estava lá para fazer política”, defendeu o governador.

Segundo ele, a nova administração da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento já está fazendo alterações e pode trazer benefícios à população e à economia do estado. “A gente tem que agir com responsabilidade, não adianta vir esse tanto de gente falar que ‘tem que vender’, que ‘tem que privatizar’.”
Na visão do candidato, a melhor opção atual é melhorar a estrutura dessa e de outras estatais, criando musculatura para que se desenvolvam melhor. “Não está na pauta vender nem Celesc, nem Casan”, enfatizou.







