
A Celesc mobilizou uma força-tarefa com até 240 equipes para recuperar o fornecimento de energia elétrica após os temporais em Santa Catarina provocados pela passagem de uma nova onda de frio.
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A operação ocorreu em diferentes regiões e reduziu significativamente o número de consumidores afetados.
Na terça-feira (28), aproximadamente 45 mil unidades consumidoras estavam sem energia elétrica no estado.
Diante do cenário, a companhia colocou 209 equipes em campo, concentrando inicialmente os trabalhos nas regiões de Rio do Sul e Lages.
Com o deslocamento das instabilidades para o Norte catarinense, a operação foi ampliada na quarta-feira (29).
O número de equipes mobilizadas chegou a 240, com atuação voltada à recuperação da rede e à normalização do sistema.
Rio do Sul, Agronômica, Petrolândia, Garuva, Pirabeiraba e Jaraguá do Sul ficaram entre as localidades mais afetadas pelos temporais em Santa Catarina.
Por volta das 14h de quarta-feira, o número de unidades consumidoras sem energia havia diminuído para cerca de 21 mil.
Na manhã de quinta-feira (30), aproximadamente 2 mil imóveis ainda aguardavam atendimento, enquanto o sistema elétrico se aproximava da normalização completa.
Investimentos fortaleceram a rede contra temporais em Santa Catarina
Além do reforço das equipes, a Celesc atribuiu a redução dos impactos às melhorias realizadas na rede elétrica nos últimos anos.
Entre 2023 e 2026, a companhia ampliou a instalação de redes protegidas, modernizou a infraestrutura operacional e aumentou a automação do sistema.
Também foram realizados investimentos para ampliar as possibilidades de manobra na distribuição de energia.
As mudanças permitem que trechos da rede sejam reorganizados com mais agilidade durante ocorrências, reduzindo o número de consumidores afetados e acelerando o restabelecimento.
Segundo o gerente do Departamento de Operação da Celesc Distribuição, Rogério Benedicto, os investimentos foram planejados para tornar o sistema mais resistente aos temporais em Santa Catarina e a outros eventos climáticos severos.
De acordo com o gerente, a estrutura atual possui maior capacidade para enfrentar ventos fortes, granizo, quedas de árvores e objetos arremessados contra a rede elétrica, situações que podem provocar danos aos equipamentos e interrupções no fornecimento.






