MPSC pede retomada imediata das fiscalizações ambientais e Floram volta atrás na decisão

22ª Promotoria de Justiça considera a medida ilegal e incompatível com o ordenamento jurídico; Floram lança nova portaria com ajustes

Resumo da Notícia

22ª Promotoria de Justiça considera a medida ilegal e incompatível com o ordenamento jurídico; Prefeitura cria nova portaria com ajustes

fiscalização da floram é suspensa e mpsc contesta
Foto: Floram/Reprodução

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) se manifestou judicialmente pela retomada imediata e plena da atividade de fiscalização ambiental da Floram (Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis). Pedido foi realizado na tarde desta quarta-feira (20), quando a Prefeitura recuou da decisão.

Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp

O órgão municipal publicou uma portaria na última sexta-feira (15) que suspendia novas fiscalizações por, ao menos, 60 dias. Segundo a Prefeitura de Florianópolis, a Floram ainda poderia atuar em casos “urgentes”, mas não especificou as categorias para definir uma emergência ambiental.

O município alega que a medida seria fundamental para desacumular os mais de 2 mil relatórios e processos administrativos que estão parados no setor, sem solução.

Para a 22ª Promotoria de Justiça da Capital, a suspensão “configura medida ilegal e incompatível com o ordenamento jurídico, por implicar a paralisação indevida do poder de polícia ambiental, que é obrigatório e irrenunciável”.

O Ministério Público destaca, ainda, que a portaria esvazia indevidamente as atribuições legais dos servidores, impedindo a função de fiscalização, contrariando normas constitucionais, federais, estaduais e municipais que atribuem ao órgão ambiental local o dever de licenciar, fiscalizar e autuar infrações.

Com a nova portaria publicada nesta quarta-feira, a anterior perde o efeito. Em vez de suspender quase completamente a atuação do órgão ambiental, afirma que a Floram irá trabalhar em “regime de plantão“, contando com apoio da Guarda Municipal de Florianópolis.

Desmonte histórico na Floram

O MPSC já havia ajuizado uma ação civil pública em agosto de 2024 para reverter o que considera um desmanche do órgão ambiental da cidade. Na época, a Floram contava com apenas 15% dos servidores efetivos necessários para desempenhar plenamente suas atividades.

Quando a ação foi ajuizada, a presidência da FLORAM informou a quantidade mínima de servidores públicos para o desenvolvimento das atividades. O déficit era de, no mínimo, 142 efetivos.

O Ministério Público defende que esse desmonte causa ineficiência da fiscalização ambiental, aumento das ocupações irregulares/clandestinas e dos crimes ambientais, majoração da degradação ambiental e perda da biodiversidade, além da morosidade excessiva nos procedimentos administrativos em tramitação no órgão ambiental local.

Categorias em destaque

Pan

Pan

Me siga no Instagram!

Estarei de volta em breve

Pan
Receba as principais notícias no seu Stories! 🙏
Jovem Pan News Floripa