Ilha do Campeche não poderá receber visitantes por dois meses devido à pesca de tainha

Moradores e turistas ficam proibidos de ingressar na ilha de maio a julho deste ano
Por: Ana Horst
em 15/04/2026 às 16:14 - Atualizado há 59 minutos.
ilha do campeche
Foto: PMF/Reprodução

Um dos principais destinos turísticos de Santa Catarina, a Ilha do Campeche, em Florianópolis, ficará “fechado” para visitações durante dois meses. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (14).

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Fica suspenso, de modo excepcional e temporário, o transporte de passageiros à ilha durante o período de safra da tainha de 2026. Devido à vulnerabilidade dos cardumes neste período, a Secretaria do Meio Ambiente determinou que a proliferação e pesca do peixe não sejam atrapalhadas por nenhuma interferência humana na região.

Segundo a resolução, a pesca artesanal da tainha representa uma das mais significativas manifestações do patrimônio cultural imaterial de Florianópolis, e deve ser preservada como tal.

A restrição acontece do dia 01 de maio até o dia 10 de julho de 2026. A portaria proíbe embarcações de qualquer tipo, incluindo, mas não se limitando a:

  • Empresas de transporte marítimo e turismo náutico.
  • Associações de barqueiros.
  • Operadores de embarcações de aluguel (charter).
  • Embarcações de esporte e recreio particulares.

O descumprimento da determinação configura infração administrativa ambiental, podendo acarretar multa, apreensão da embarcação ou cassação do alvará de funcionamento da empresa ou da licença do operador da embarcação.

A fiscalização na Ilha do Campeche deve ser realizada pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis) e pela Guarda Municipal de Florianópolis, em cooperação com a Capitania dos Portos de Santa Catarina e demais órgãos ambientais e de segurança pública.

pesca de tainha em naufragados
Foto: Ana Horst/Jovem Pan News

Safra da tainha

O sucesso da safra da tainha é fundamental para a subsistência de famílias de pescadores artesanais, que aguardam este período para garantir seu sustento anual, conforme explicou a Secretaria de Meio Ambiente.

Esse patrimônio cultural imaterial possui grande importância socioeconômica para o município, pois movimenta a economia local, gerando emprego e renda para milhares de famílias de pescadores artesanais, além de impulsionar setores correlatos, como a gastronomia e o turismo cultural.

Para a realização da pesca artesanal, feita por arrasto na capital, os cardumes precisam se aproximar das praias e enseadas, exigindo tranquilidade do ambiente marinho e ausência de perturbações que possam afugentar os peixes.

A pesca é tradicional do Sul da Ilha de Florianópolis, próximo de onde fica localizada a Ilha do Campeche.

pesca de tainha em naufragados
Foto: Ana Horst/Jovem Pan News