Escolas e hospitais da região central já sentem os efeitos da paralisação
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Foto: Sintrasem/Divulgação.

A greve dos servidores públicos de Florianópolis, deflagrada pela Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) começou às 7h desta quinta-feira (23) e já causa efeitos nos serviços de atendimento à população da Capital. Escolas e hospitais da região central já sentem os efeitos da paralisação. 

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Às 10h20, o NEIM (Núcleo de Educação Infantil) do Morro do Horácio já estava fechado. No Sul da Ilha, na escola Dilma Lúcia dos Santos, na Armação do Pântano do Sul, os alunos serão liberados para almoçar em casa. 

Na região continental de Florianópolis, o NEIM Joel Rogério de Freitas, no Monte Cristo, emitiu alerta informando que 99% dos profissionais do local adeririam à greve. A informação foi divulgada pela NDTV Record e confirmadas pela reportagem do Tudo Aqui SC.

Ao todo, 32% dos profissionais das escolas básicas municipais aderiram à greve – e quatro unidades ficaram sem atendimento. Nos NEIMs, a aderência foi de 36%, com 12 unidades paralisadas.

No setor da saúde, o Centro de Saúde da Trindade está aberto, mas os médicos aderiram à greve. Há apenas um médico na unidade, voltado para o atendimento de urgências e emergências. As consultas do local foram desmarcadas. Não há equipes de enfermagem no centro.

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, “ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários”.

As reinvidicações dos servidores dizem respeito à data-base – que é o período anual em que sindicatos de trabalhadores e empregadores negociam reajustes salariais, benefícios e condições de trabalho. A proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada por supostamente “não contemplar pontos centrais das reivindicações e por manter medidas que aprofundam a precarização dos serviços públicos”.

A categoria se reúne assembleia já nesta quinta, às 13h, na Praça Tancredo Neves, para avaliar o primeiro dia de greve.

Saúde pública de Florianópolis

Os médicos do Centro de Saúde da Trindade aderiram à paralisação, mas a estrutura permanece aberta. Um médico no local atende emergências, mas todas as consultas foram desmarcadas. Também não há enfermeiros na região central. Os servidores apontam ausência de definição sobre a recomposição salarial de técnicos de enfermagem e sobre o piso dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.

Ao todo, 16,08% dos profissionais aderiram à paralisação, com destaque para os Centros de Saúde do Novo Continente, Jurerê, Trindade e Rio Tavares.

Concurso público

O Poder Público da Capital afirma, ainda, que no último ano foram chamados cerca de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades

Por outro lado, o Sindicato afirma a chamada dos aprovados “não apresenta os verdadeiros dados da defasagem de funcionários” e que “hoje, temos um quadro menor [de funcionários] em saúde, educação e assistência social”.

A Prefeitura de Florianópolis informou que irá divulgar um balanço dos serviços afetados pela greve no final da manhã desta quinta-feira.

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