
O fim de semana expôs novamente a fragilidade de Avaí e Figueirense, cada um em sua competição, mas ambos carregando o mesmo peso: a necessidade de apresentar respostas que não aparecem. O Avaí voltou à zona de rebaixamento da Série B após nova derrota, enquanto o Figueirense estreou na Copa Santa Catarina reproduzindo os mesmos problemas que o tiraram da disputa da Série C. São equipes que não convencem, não evoluem e, principalmente, não conseguem transmitir ao torcedor a sensação de que existe uma mudança de rumo em andamento.
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No Avaí, a derrota para o Novorizontino, em São Paulo, foi mais um alerta. O time mostrou pouca força ofensiva, sofreu diante do adversário e teve momentos em que esteve perto de levar um prejuízo ainda maior. O retorno à zona de rebaixamento aumenta a pressão justamente antes de uma sequência complicada. O fantasma da queda, que parecia um pouco mais distante, volta a preocupar. E o cenário é ainda mais incômodo porque o clube vive a expectativa de uma nova fase financeira com a conclusão da negociação de 90% da SAF. O investimento futuro pode ser importante, mas a urgência é presente.

O Figueirense conseguiu ser ainda mais preocupante. Depois de fracassar na Série C e ficar fora da fase decisiva, estreou na Copa Santa Catarina com praticamente os mesmos problemas. O empate em 1 a 1 com o Barra, depois de sair atrás, esconde pouco daquilo que foi uma atuação muito ruim. E há um agravante: o adversário utilizou uma formação alternativa, com vários jogadores das categorias Sub-20. Mesmo assim, o Figueira encontrou enormes dificuldades para controlar o jogo, criar e impor sua maior experiência.
Sinais preocupantes
O que mais incomoda nas duas situações é a ausência de novidades. Dentro de campo, Avaí e Figueirense continuam apresentando limitações conhecidas. Fora dele, as ações também avançam lentamente, enquanto o torcedor espera por decisões capazes de alterar esse quadro. Não se trata apenas de cobrar resultados imediatos, mas de identificar uma direção. Hoje, essa direção parece pouco clara nos dois clubes.
Para Avaí e Figueirense, portanto, o problema vai além de uma derrota ou de um empate em determinado fim de semana. É a repetição de desempenhos que alimentam a desconfiança e aumentam o desgaste com duas torcidas que já demonstraram enorme paciência. O Avaí precisa urgentemente se afastar da ameaça de rebaixamento; o Figueirense precisa reconstruir sua identidade depois de mais um fracasso nacional. Sem mudanças efetivas, o sofrimento continuará sendo a rotina — e a mediocridade, o resultado mais previsível.






