
Se há uma conclusão que começa a ficar evidente no projeto SC de Ponta a Ponta, é que o principal gargalo para o desenvolvimento de Santa Catarina está nas rodovias federais.
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É pelas estradas que circulam as pessoas, a produção, os caminhões, os turistas e, consequentemente, a economia. E é justamente nesse ponto que Santa Catarina ainda enfrenta atrasos que não combinam com a força econômica do Estado.
Na BR-280, até São Bento do Sul, o problema é evidente. É uma rodovia sinuosa, com trechos que já não comportam o volume de veículos que recebem diariamente. Em muitos pontos, a discussão já deveria estar avançando para a duplicação ou, no mínimo, para a implantação de terceiras faixas.

Na BR-470, no Vale do Itajaí, a situação é ainda mais emblemática. A duplicação avançou, mas os prefeitos ouvidos pelo projeto relatam que as obras no trecho entre Blumenau e Indaial estão cada vez mais lentas. Enquanto isso, quem depende da rodovia continua enfrentando congestionamentos, acidentes e perda de tempo.
E, depois de Rio do Sul, o problema muda de natureza, mas não desaparece. São inúmeros os pontos com buracos e crateras. Não se está falando de uma obra mirabolante ou de um investimento impossível. Em muitos casos, um simples tapa-buraco já faria diferença para quem utiliza a rodovia todos os dias.

O que os prefeitos estão dizendo, no fundo, é muito simples: Santa Catarina precisa de estradas federais compatíveis com o tamanho da sua economia. E essa será uma cobrança que o próximo governador não poderá ignorar.
Será preciso também bater na mesa e cobrar, com firmeza, o governo federal. Mas essa cobrança não pode ser apenas do governador. A bancada federal catarinense também precisa assumir protagonismo. Deputados e senadores têm de transformar as demandas dos municípios em pressão política permanente em Brasília.
O desenvolvimento de Santa Catarina passa pelas rodovias. E, se as rodovias federais continuarem atrasadas, o desenvolvimento também ficará preso no congestionamento.







