
“Mudar para Transformar”, principal chapa de oposição, ganhou a votação para as eleições da reitoria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). O futuro reitor, Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, e a vice-reitora, Felipa Rafaela Amadigi, participaram de uma entrevista na Jovem Pan News Florianópolis na manhã desta quinta-feira (16) e deram detalhes sobre o futuro da universidade.
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Vencedora no segundo turno, a chapa 41 se consolidou como a principal oposição à atual gestão da UFSC, com o reitor Irineu Manoel de Souza — que concorreu com a chapa 52 e fez 44% dos votos ponderados na segunda etapa, contra os 55% de Amir.
Na entrevista, o professor Amir falou que a prioridade máxima da nova gestão é a segurança nos campi. Segundo ele, ações de melhora da infraestrutura são o primeiro passo, com calçadas e iluminação adequada, especialmente para os estudantes que ficam à noite na universidade.
O vencedor das eleições também defendeu o uso de tecnologia e dados, para que o setor de segurança possa analisar e melhorar pontualmente os locais de risco, além de identificar e vigiar.
Ainda em segurança, Amir defendeu a possibilidade de permitir a Polícia Militar no campus. Para ele, a ideia de que a polícia é repressora não se sustenta mais: “se tiver qualquer ocorrência, precisamos da Polícia Militar”.
O professor defende que, se a mudança deve ser imediata, a PM, a Guarda Municipal e outros agentes podem ser “parceiros da UFSC”.
Sobre as festas que ocorrem dentro do espaço da universidade, como os ‘HHs’, ou do lado de fora pelos estudantes, como o famoso ‘Pida’, a chapa vencedora não deu uma resposta concreta. Ele considera essencial a integração entre os estudantes, mas não tem como garantir um posicionamento ainda: “devemos, podemos e nos comprometemos a levar a conversa sobre festas no campus adiante”.
Também prometeu soluções conjuntas com a comunidade, tanto interna da UFSC quanto externa. Tudo deve ser resolvido na conversa em conjunto, segundo ele, com uma gestão aberta ao diálogo.
“Os estudantes precisam ter uma biblioteca que não chova dentro, um restaurante universitário bom e uma moradia”, defendeu a vencedora para vice-reitoria, professora Felipa. Ambos prometeram mudanças estruturais intensas, mas não especificaram os meios para essa construção.

