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Por que Florianópolis está se tornando a capital brasileira das corridas de rua?

Descubra como Florianópolis se tornou a capital do running e movimentou R$ 120 milhões. Conheça os bastidores da gestão e do marketing esportivo da cidade.

Por que Florianópolis está se tornando a capital brasileira das corridas de rua?
Foto: Sportsland

Florianópolis consolida sua vocação para ser reconhecida como uma das capitais brasileiras do running. A combinação entre qualidade de vida, cenários naturais, turismo e um calendário crescente de provas transformou as ruas da cidade em espaço de esporte, convivência e desenvolvimento econômico.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Somente o Circuito Sportsland reúne mais de 30 mil atletas por ano e estima um impacto superior a R$ 120 milhões na economia local. Mas o que existe por trás desses resultados?

O Grande Destaque: O Escalamento do Burning

Para o corredor, uma prova pode começar quando é dada a largada. Para quem trabalha nos bastidores, ela começou muitos meses antes. Antes de o atleta cruzar o pórtico, alguém precisou definir a data, desenhar o percurso, solicitar autorizações, contratar fornecedores, organizar a segurança, planejar a hidratação e buscar patrocinadores. Também foi necessário cuidar das inscrições, da comunicação, do atendimento e da entrega dos kits.

São centenas de decisões para criar uma experiência que, aos olhos do participante, precisa parecer simples. Quando tudo funciona, o corredor quase não percebe a complexidade da operação. Ele encontra informações claras, sente-se seguro, recebe o suporte necessário e pode se concentrar em seu desafio. Essa aparente simplicidade é uma das maiores demonstrações de boa gestão.

A Jornada do Atleta e o Marketing Esportivo de Conexão

A experiência também começa muito antes da retirada do kit. Pode nascer quando o atleta vê uma publicação, recebe a indicação de um amigo ou escolhe uma prova como seu próximo objetivo. Naquele momento, ele não compra apenas camiseta, número de peito e medalha. Ele compra uma expectativa. São semanas ou meses de treinamento, manhãs de cansaço, mudanças na rotina e um compromisso assumido consigo mesmo. Por isso, uma grande prova precisa respeitar toda a jornada do atleta e não apenas o período entre a largada e a chegada.

O impacto do running também ultrapassa o percurso. Os atletas viajam, reservam hospedagem, utilizam transporte, frequentam restaurantes e levam familiares. As imagens do evento apresentam a cidade para diferentes regiões, enquanto patrocinadores encontram uma comunidade engajada e disposta a compartilhar suas experiências.

Nesse ambiente, marketing esportivo não pode significar apenas colocar uma marca no pórtico ou na camiseta. O desafio é fazer com que ela desempenhe um papel relevante na experiência do corredor. Quando isso acontece, todos ganham: o atleta recebe mais valor, o patrocinador constrói uma conexão verdadeira e a organização fortalece sua capacidade de entregar eventos cada vez melhores.

O Sucesso Além da Linha de Chegada

Uma prova de sucesso, portanto, não deve ser avaliada apenas pelo número de inscritos. Seu resultado também está na segurança da operação, na confiança dos atletas, no retorno dos patrocinadores, na movimentação da economia e na vontade de participar novamente.

Estreio hoje como colunista do Jovem Pan Negócios, no portal Tudo Aqui SC, para conversar sobre gestão, marketing esportivo, associativismo e os bastidores que movimentam esse mercado. Vamos mostrar como o esporte conecta pessoas, marcas, negócios e cidades e por que uma corrida começa muito antes da largada e não termina na linha de chegada. Este é apenas o nosso primeiro quilômetro.

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