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SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal

Em São Bento do Sul, lideranças apontam mil vagas de emprego abertas, necessidade de moradias populares e investimentos em rodovias

SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal
Foto: Prefeitura de São Bento do Sul/Reprodução

O primeiro dia do projeto SC de Ponta a Ponta mostrou que o Planalto Norte catarinense vive um cenário de oportunidades, mas também de gargalos que podem limitar o crescimento econômico da região. Em São Bento do Sul, lideranças políticas e empresariais apontaram a falta de mão de obra, a necessidade de moradias populares e os problemas de infraestrutura rodoviária como algumas das principais demandas.

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A falta de trabalhadores é um dos problemas mais evidentes. De acordo com a Associação Empresarial de São Bento do Sul, há uma estimativa de aproximadamente mil vagas de emprego disponíveis atualmente no município.

SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal
Foto: Juan Bonifácio/Jovem Pan News

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bento do Sul, Leonardo Celeski, afirma que o problema pode ser percebido no dia a dia da cidade.

“Numa estimativa, há perto de mil vagas disponíveis. Se nós tivéssemos mil pessoas, todas elas estariam empregadas. Mas é uma estimativa com a qual nós trabalhamos. Você passa na frente de muitas empresas, comércios, e fica lá por muito tempo a placa de vagas em aberto.”

O cenário coloca um desafio para o crescimento da economia local. São Bento do Sul possui um parque industrial diversificado e empresas de diferentes segmentos, mas encontra dificuldades para preencher os postos disponíveis.

Moradia como estratégia para atrair trabalhadores

A falta de mão de obra também está relacionada a outro problema apontado durante o primeiro dia do projeto: a necessidade de ampliar a oferta de moradias populares.

SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal
Foto: Prefeitura de São Bento do Sul/Reprodução

A avaliação de lideranças locais é que o município precisa criar condições para receber novos trabalhadores e, principalmente, para que essas pessoas consigam permanecer em São Bento do Sul. A habitação passa a ser vista, portanto, não apenas como uma questão social, mas também como parte da estratégia de desenvolvimento econômico.

Com empresas procurando trabalhadores e novas oportunidades surgindo, a capacidade de oferecer moradia adequada e acessível pode se tornar um fator decisivo para atrair e fixar mão de obra.

BR-280 é apontada como gargalo para o crescimento

Outro tema recorrente nas conversas do SC de Ponta a Ponta foi a infraestrutura. A BR-280 aparece entre as principais preocupações do setor produtivo. A rodovia federal é fundamental para o transporte de mercadorias e para a ligação do Planalto Norte com os portos catarinenses, mas enfrenta um histórico de atrasos em obras de melhoria e duplicação.

SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal
Foto: Google Maps/Reprodução

O prefeito de São Bento do Sul, Antônio Joaquim Tomazini, destaca que a diversificação da economia aumentou a importância de uma infraestrutura capaz de acompanhar a produção do município.

“Nós, muito cedo aqui em São Bento, aprendemos a diversificar nossa produção. Hoje não apenas o polo madeireiro movimenta a economia, mas nós temos muitas outras empresas de grande porte instaladas aqui. Mas temos ainda que evoluir na infraestrutura da BR-280 para que esse material consiga, principalmente exportação, chegar aos portos.”

Além da BR-280, a Serra Dona Francisca também é considerada estratégica para o escoamento da produção. A rodovia é uma das principais ligações entre o Planalto Norte e o litoral e tem impacto direto na logística das empresas instaladas na região.

Para o setor produtivo, melhorar as condições das rodovias significa reduzir custos, aumentar a eficiência logística e facilitar o acesso aos portos utilizados para a exportação.

Tarifaço aumenta pressão sobre setor moveleiro

A indústria madeireira e moveleira também apresentou preocupações relacionadas ao mercado externo. Representantes do Sindusmóbil destacaram o impacto do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O setor possui forte dependência das exportações: quase metade do que é produzido na região é destinado ao mercado externo.

Além dos efeitos provocados pelas tarifas americanas, o setor aponta a necessidade de encontrar novos compradores e diversificar os mercados internacionais.

A busca por novos destinos para a produção se tornou uma questão estratégica para empresas que tradicionalmente dependem do mercado externo.

SC de Ponta a Ponta: Planalto Norte enfrenta falta de mão de obra e cobra melhorias na infraestrutura federal
Foto: Prefeitura de São Bento do Sul/Reprodução

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