
O médico ortopedista e pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina, Marcelo Reis (PL), defende uma mudança no processo de avaliação dos médicos recém-formados no Brasil. A proposta que ele deseja apresentar prevê que o exame necessário para a obtenção do registro profissional deixe de ser conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) e passe a ser responsabilidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), em um modelo semelhante ao Exame da Ordem aplicado aos bacharéis em Direito.
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A proposta, que vem sendo chamada de “OAB da Medicina”, pretende criar um exame nacional de proficiência para que os recém-formados comprovem estar aptos a exercer a profissão antes de receberem o registro médico. Na avaliação de Marcelo Reis, a responsabilidade por essa certificação deve ficar com o Conselho Federal de Medicina, e não com o MEC.
O pré-candidato argumenta que a abertura de novas faculdades de Medicina pelo Ministério da Educação não tem sido acompanhada por mecanismos suficientes para garantir a qualidade da formação dos profissionais. Para ele, um exame nacional aplicado pela própria categoria serviria como instrumento para elevar o nível técnico dos médicos que ingressam no mercado de trabalho.
Outro ponto destacado por Marcelo Reis é a formação prática dos recém-graduados. Segundo ele, aproximadamente 50 mil médicos concluem a graduação todos os anos no Brasil, mas cerca de 30 mil não conseguem ingressar em programas de residência médica. Na avaliação do ortopedista, esse cenário faz com que milhares de profissionais iniciem a carreira sem o aperfeiçoamento considerado essencial para consolidar a formação.
Marcelo Reis é médico ortopedista, gestor em saúde e servidor público. Formado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1995, concluiu residência em Ortopedia e Traumatologia em 1998, é mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), possui MBA em Gestão Hospitalar e especialização em Informática em Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês.
Na administração pública, foi secretário-adjunto da Saúde de Santa Catarina, superintendente dos Hospitais Públicos do Estado, diretor do Hospital Governador Celso Ramos e diretor do Centro Catarinense de Reabilitação.
Também presidiu a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia de Santa Catarina (SBOT-SC), foi presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) e conselheiro federal de Medicina. Agora, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, defendendo propostas voltadas à melhoria da gestão da saúde pública e da formação médica no país.
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