Jorginho Mello discute com indígenas, se irrita e xinga cacique de José Boiteux

Tumulto aconteceu durante visita do governador do estado às obras na Barragem Norte, localizada em área de terra indígena

Resumo da Notícia

Tumulto aconteceu durante visita do governador do estado às obras na Barragem Norte, localizada em área de terra indígena

Jorginho Mello discute com indígenas, se irrita e xinga cacique de José Boiteux
Fotos: Redes sociais/Reprodução/JP News

O governador do estado, Jorginho Mello, foi filmado discutindo com indígenas durante sua visita à Barragem Norte, no município de José Boiteux, nesta quarta-feira (08). Conflito contou com trocas de gritos e xingamentos mútuos com os protestantes do local.

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Os moradores de José Boiteux declararam, no momento, que a barragem é localizada em terra indígena, então eles deveriam ser consultados para as decisões relacionadas à estrutura.

Durante entrevistas realizadas no local, o governador teria se irritado com os protetantes e proferido palavrões destinados à comunidade. Jorginho Mello proclamou frases como “vai à m*” e “vai para a p* que pariu” diretamente aos indígenas.

Uma das lideranças locais, em meio aos gritos, enfatizou: “Me respeita, eu sou cacique” — ao qual o governador de Santa Catarina respondeu: “E eu com isso?”.

Assista ao vídeo

Vídeo: Redes sociais/Reprodução

Discussão com indígenas acontece em meio à reforma da barragem

Jorginho Mello esteve em visita à barragem, uma obra aguardada há anos, segundo ele. A manutenção é realizada pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina e visa prevenir futuras enchentes na região.

O valor da reforma da barragem é R$ 10 milhões. Segundo governo, cerca de R$ 34 milhões já foram investidos em melhorias estruturais na Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, como forma de compensação aos nativos.

A atual gestão destaca que foi a primeira a assumir efetivamente a manutenção da barragem e a avançar no cumprimento de um acordo firmado há cerca de 20 anos entre Governo Federal, Governo Estadual e comunidades indígenas.

Pelo acordo judicial, estavam previstas 20 casas aos locais. No entanto, a gestão estadual decidiu ampliar esse número, fechando um acordo para a construção de 91 casas, duas igrejas e duas casas pastorais na terra indígena.

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