
Cerca de 350km de cursos d’água em SC foram dragados, desassoreados e recuperados pelo Governo de SC a fim de evitar enchentes e mitigar danos causados pela chuva. A iniciativa reúne investimentos superiores a R$ 227 milhões.
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Coordenado pela Secretaria de Estado de Proteção e Defesa Civi (SPDC), o programa contempla convênios com 48 municípios, além de intervenções executadas diretamente pelo Estado, especialmente em regiões historicamente afetadas por cheias, como o Vale do Itajaí. As obras buscam ampliar a capacidade de escoamento dos rios, reduzir pontos críticos de alagamento e minimizar os impactos provocados por eventos climáticos extremos.
As ações já estão em andamento em diferentes cidades catarinenses. Em Doutor Pedrinho, por exemplo, os trabalhos avançam nos rios Benedito e Forcação, somando quase sete quilômetros de extensão. O investimento no município ultrapassa R$ 548 mil e integra o conjunto de intervenções estruturantes planejadas pelo Governo do Estado para reduzir riscos de transbordamentos.
A ofensiva estadual marca a retomada de obras que não eram realizadas há décadas em alguns municípios catarinenses. Em 2024, o Estado voltou a executar intervenções em rios de cidades como Rio do Sul, Rio do Oeste, Mirim Doce e Presidente Getúlio — que estavam há mais de 40 anos sem receber ações de limpeza fluvial. Novas etapas também estão em processo de licitação em municípios como Taió e Lontras.
O programa integra uma política mais ampla de enfrentamento às cheias em Santa Catarina. Paralelamente ao desassoreamento dos rios, o Governo do Estado também executa obras de contenção e estabilização de margens, além da construção de novas barragens e da recuperação de estruturas já existentes.
As intervenções incluem a retirada de sedimentos, vegetação, galhos e resíduos acumulados no leito dos rios ao longo do tempo, fatores que comprometem a vazão da água e aumentam o risco de enchentes. Em muitos trechos, os trabalhos também contemplam recuperação ambiental das margens com técnicas de hidrossemeadura, utilizadas para estabilizar o solo e reduzir processos erosivos.
Antes de cada obra, equipes técnicas realizam estudos detalhados para mapear os pontos de maior assoreamento e definir o volume de material que precisa ser removido. O objetivo é melhorar a capacidade dos rios em absorver a água da chuva e tornar as cidades mais resilientes diante do aumento da frequência de eventos climáticos severos.
Santa Catarina se prepara para o fenômeno do El Niño, que deve trazer muitas chuvas para o inverno no hemisfério Sul. Segundo o Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo, há possibilidade de um “super El Niño” entre o fim de 2026 e o início de 2027 com potencial para se tornar o mais intenso em cerca de 140 anos.
O cenário indica um aquecimento anômalo das águas do Pacífico tropical em níveis raramente observados.
A previsão para o El Niño em Santa Catarina é de aumento considerável das chuvas, altas temperaturas no inverno e episódios de vento intenso. Há risco de alagamentos, inundações e deslizamentos em diferentes regiões catarinenses.
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