
A reunião entre Lula e Donald Trump faz transparecer uma verdade incômoda; política não se pensa com o estômago, mas com o cérebro. Embora ambos sejam representantes democraticamente escolhidos por seus respectivos países, é difícil compreender, à primeira vista, a real extensão dos posicionamentos políticos quando se observam elogios mútuos entre figuras que, em outros momentos, trocaram críticas e agressões públicas.
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A verdade é que sabemos muito pouco sobre os bastidores do poder. Por isso, é sempre perigoso comprar, de forma ingênua, apenas a notícia que chega pelas mídias, muitas vezes condicionadas por interesses na política, econômicos e estratégicos. Por trás de discursos, gestos diplomáticos e aparente cordialidade, existem grandes interesses, multinacionais envolvidas, mercados inteiros em movimento e milhões ou bilhões de dólares em jogo.
Essa conjugação de fatores faz com que os interesses defendidos nem sempre sejam, de fato, os interesses democráticos anunciados ao público.Ainda que o sistema capitalista, em diversos índices, tenha demonstrado superioridade prática em relação ao socialismo, não se pode ignorar que sua mola motriz é o dinheiro.
E, sendo assim, muitos posicionamentos políticos acabam se voltando menos à coerência ideológica e mais ao atingimento de resultados financeiros. No fim, a política internacional revela que alianças, rupturas, elogios e ataques raramente são movidos apenas por convicções. Muitas vezes, são movimentos calculados dentro de um tabuleiro muito maior, onde a ideologia serve de discurso, mas o interesse econômico costuma comandar a jogada.
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