Setembro Verde reforça a importância da doação de órgãos no Brasil

Resumo da Notícia

Campanha nacional busca ampliar o diálogo sobre a doação, que pode beneficiar até oito pessoas com um único doador

Setembro Verde reforça a importância da doação de órgãos no Brasil
Foto: Imagem Ilustrativa/Divulgação

Neste sábado, 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data que ganha ainda mais destaque com a campanha Setembro Verde. O objetivo é reforçar a importância da doação de órgãos e tecidos, estimular o diálogo dentro das famílias, já que, no país, a autorização dos familiares é indispensável para a realização do transplante.

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Segundo o Ministério da Saúde, em dados divulgados em junho deste ano, em 2024 foram realizados mais de 30 mil transplantes de órgãos e tecidos, uma marca histórica para o país. Apesar do recorde, o número de doadores efetivos foi de 4.086, ligeiramente inferior ao registrado em 2023 (4.129), e cerca de 78 mil pessoas ainda aguardam na fila de transplantes.

Os órgãos mais demandados incluem o rim (aproximadamente 42.838 pessoas na fila), a córnea (32.349 pessoas) e o fígado (2.387 pessoas). Uma barreira importante permanece: em 2024, apenas 55% das famílias autorizaram a doação dos órgãos de seus entes falecidos, segundo dados oficiais.

Para a enfermeira Cissa Cardoso, docente da Estácio e receptora de uma córnea transplantada, a conscientização precisa ser cada vez mais constante. “Precisamos normalizar esse diálogo. A doação transforma a dor em esperança e devolve qualidade de vida a milhares de pessoas”, destaca.

A campanha Setembro Verde também busca esclarecer dúvidas e combater tabus em torno do processo de doação, incentivando cada pessoa a manifestar sua vontade em vida. Conversar com os familiares sobre essa decisão é essencial para que, no momento necessário, a escolha seja respeitada e mais vidas possam ser salvas.

Como ser um doador

Para se tornar doador de órgãos e tecidos, não é necessário fazer cadastro oficial: basta manifestar sua vontade em vida e comunicar seus familiares sobre a decisão. No Brasil, a doação só pode ocorrer com autorização da família após o falecimento. Uma conversa aberta com parentes e pessoas próximas garante que sua escolha seja respeitada e pode salvar até oito vidas.

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