Uma cena constrangedora marcou uma audiência trabalhista em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, no dia 14 de novembro. Uma juíza do Trabalho repreendeu, aos gritos, uma testemunha que estava sendo ouvida por videoconferência, exigindo que ela a tratasse com “respeito”. O vídeo da audiência viralizou nas redes sociais e gerou críticas à conduta da magistrada.
Durante o depoimento da testemunha, a juíza substituta Kismara Brustolin interrompeu o homem e disse: “Chamei a sua atenção, o senhor tem que responder assim: ‘O que a senhora deseja, excelência?'”.
O homem ficou sem reação e não respondeu. A sequência aconteceu assim:
A juíza decidiu desconsiderar o depoimento da testemunha, alegando que o homem havia faltado com respeito e educação. “Ele não cumpriu com a urbanidade e educação”, diz a juíza ao advogado.
Pedro Henrique Piccini, advogado da empresa, tentou explicar que a testemunha estava em uma feira e que poderia estar com dificuldade de comunicação, mas também foi interrompido pela juíza.
O Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina em nota diz que “é um fato isolado e será devidamente apurado pelo TRT-SC, por meio da sua Corregedoria”.
Nota na íntegra.
“O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região tem como missão realizar Justiça no âmbito das relações de trabalho, contribuindo para a paz social e o fortalecimento da cidadania. A situação observada na audiência ocorrida no dia 14 de novembro na Vara do Trabalho de Xanxerê é um fato isolado e será devidamente apurado pelo TRT-SC, por meio da sua Corregedoria”.
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Com informações de ND+.
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