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Pescadores estão preocupados com mais uma redução na cota de pesca na safra da tainha

Pescadores estão preocupados com mais uma redução na cota de pesca na safra da tainha
Foto: Divulgação

Para a safra da Tainha de 2023, a Prefeitura de Florianópolis irá disponibilizar banheiros químicos para os pescadores e iluminação pública nos ranchos de pesca. Porém, faltando um pouco mais de um mês para o início da safra, a maior preocupação dos pescadores é com mais uma redução na cota de pesca nas regiões sul e sudeste do país. Neste ano, para cerca de 130 embarcações, 460 toneladas de peixe poderão ser coletadas, 170 a menos que no ano passado, que foi de 830. Essa quantidade se refere à artesanal, já a industrial estará suspensa.

A diminuição, decretada em uma portaria do governo federal, preocupa quem depende da atividade. O presidente da Associação de Pescadores de Santa Catarina, Ivo da Silva, afirma que já foi enviado ao Ministério da Pesca um ofício pedindo a revisão dessa situação. O pedido é que a cota volte a ser a do ano passado, de 830 toneladas, que já não é a ideal. De acordo com ele, o necessário é no mínimo 1800 toneladas. Porém, no momento, pede que permaneça a cota anterior até que seja feito um estudo mais apropriado para provar que é preciso aumentá-la.

A ponte com o Governo Federal para que o pedido seja atendido é feita com o Senador Esperidião Amin, do Progressistas. A escolha pelo ex-prefeito da Capital se dá por conta do que aconteceu nos últimos anos. O outro senador, Jorge Seif (PL), que já foi inclusive secretário da pesca e da agricultura no governo Bolsonaro, já esteve diante deste cenário e não resolveu a situação. De acordo com Ivo, quando Seif estava na secretaria, não prestou o apoio necessário aos pescadores e a cota diminuiu de 1200 toneladas para um pouco mais de 800.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima explica os critérios e o motivo da diminuição:

“O limite definido para a safra, que segue critérios científicos, considera a quantidade estimada de peixes, a partir de estatísticas de pesca e de estudo científico sobre a espécie realizado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). De acordo com a metodologia, a cota de captura para 2023 é de 460 toneladas, o que representa uma redução de 68% em relação a 2022. O objetivo da medida é garantir a sustentabilidade da pesca da tainha.

Segundo avaliação da Univali, o limite considerado “biologicamente aceitável” para captura anual é de 5.974 toneladas. Desse total devem ser descontadas outras três pescarias: a praticada na Lagoa dos Patos/RS, de 1.457 toneladas; a média anual de captura fora da safra na região Sul e Sudeste, de 2.923 toneladas; e a das frotas não-submetidas às cotas durante o período da safra, de 1.134 toneladas. O terceiro item diz respeito à pesca da tainha por redes de arrasto na praia, tarrafas ou uma modalidade chamada emalhe liso.

A norma, portanto, preserva a pesca artesanal, permitindo que sejam capturadas 460 toneladas pela modalidade de emalhe anilhado de maio a julho, mas proíbe a pesca industrial de cerco/traineira neste período”.

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