
Três turistas vindos de São Paulo relataram momentos de tensão e terror durante o tempo em que ficaram mantidos em cativeiro em São José. O grupo foi confundido com membros de facção criminosa, o que motivou o sequestro no último domingo (4). Eles foram liberados na quarta-feira (8).
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Todos são naturais de Campinas, interior paulista. Um deles morava em Florianópolis há dois anos, enquanto os demais vieram visitá-lo.
Segundo o primeiro, o trio foi ao Morro do Mocotó, na Capital, e um deles desceu do carro. Ao perceberem que o homem é paulista, traficantes teriam o abordado e buscado os demais amigos dentro do carro.
Ao tomar o celular da vítima, verificaram uma fotografia em que a vítima fazia um sinal de “três” com a mão – o que fez os suspeitos acreditarem que se tratava de um faccionado rival.
“Meu amigo tinha uma foto com um símbolo de três. Só que era um gesto só. A partir disso, começaram a implicar com a gente e nos levaram para cima do morro”, descreveu.
Em seguida, o trio foi retirado do local e levado para um barraco no alto do Morro da Boa Vista, em São José. Lá eles passaram dois dias em cativeiro, enquanto criminosos exigiam dinheiro dos familiares das vítimas para libertá-los.
“A gente só dormia amarrado, ficava na floresta o tempo todo, não tinha condição de banheiro, de nada. Eles eram muito violentos e ficavam ameaçando a gente o tempo todo”, lembra um deles.
“Já era noite. Eles levaram a gente porque eles estavam tentando sacar o Pix para liberarem a gente no mesmo dia. Mas não deu certo, a conta estava travada. Aí começou a bater no celular que o BOPE estava invadindo. Nisso ele nos acordou e mandou a gente fugir pelo meio do mato”, relembra o terceiro.

