Rafael Franzoni diz no Debate da Pan que Figueirense ganha fôlego institucional para projetar novos passos

Rafael Franzoni diz no Debate da Pan que Figueirense ganha fôlego institucional para projetar novos passos
Dirigente foi o convidado do Debate da Pan Foto: Reprodução / JP News

A entrevista do diretor executivo do Figueirense, Rafael Franzoni, ao Debate da Pan, nesta quarta-feira, com comando de Paulo Branchi e participação da equipe, serviu para esclarecer um momento-chave da história recente do clube. A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina de manter o plano de pagamento aos credores, aprovado em assembleia, não é a homologação final, mas representa uma ratificação fundamental do que foi construído com muito trabalho ao longo de meses, talvez anos. Um passo decisivo para o clube “tocar a vida”, como definiu Franzoni, e abrir caminho para a chegada de investidores.

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A fala foi clara ao tratar do tamanho da conquista e, ao mesmo tempo, da necessidade de cautela. Não há clima de comemoração, mas de continuidade. A pendência jurídica ainda vai demandar tempo, especialmente na avaliação das garantias, agora reforçadas com cotas da SAF. Com a troca do juiz da vara, os prazos podem se estender até fevereiro ou março, o que exige paciência e responsabilidade. Ainda assim, a convicção é de que as garantias serão suficientes e de que o processo avança em direção a um cenário mais estável para todas as partes.

Franzoni também deixou evidente a relação direta entre associação e SAF. O que acontece em uma, reflete na outra. A partir da homologação definitiva, o clube inicia os pagamentos e passa a cumprir o plano em sua plenitude, algo essencial para recuperar credibilidade no mercado. Paralelamente, o Figueirense aguarda a liberação do terreno do antigo ginásio e começa a se preparar para analisar propostas de investimento. E aqui o discurso foi maduro: entrar numa SAF não é apenas matemática financeira, mas um “casamento” que precisa ser duradouro, alinhado com a visão de futebol, patrimônio e gestão.

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Dirigente passa otimismo com passo gigante em direção ao futuro Foto: JP News

No campo esportivo, o planejamento segue blindado. A direção reforça que o clube não desistirá de competir forte, independentemente da entrada de investidores. A meta é clara: montar uma equipe competitiva para o Campeonato Catarinense, Copa do Brasil e a busca pelo acesso à Série B. Com a mudança no formato do Estadual, cada jogo vira decisão. A chegada de Waguinho, ao lado de Daniel Kaminski, marcou a mudança de perfil do elenco, com preparação antecipada, férias mais curtas e trabalho iniciado cedo para colher resultados diferentes.

A entrevista também trouxe sinais positivos fora das quatro linhas. O gerente de comunicação e marketing, John Léo, anunciou a apresentação do elenco no dia 3 de janeiro, com evento festivo para aproximar o torcedor. A campanha “12×10” para sócios (paga 10 mensalidades e recebe 12) surge como estratégia importante de caixa e fidelização na virada do ano. Além disso, o clube estará na Copa São Paulo de Futebol Júnior, com pelo menos dez atletas integrando posteriormente o elenco profissional, incluindo jovens do Sub-17. Um conjunto de ações que mostra um Figueirense organizado, consciente do momento e, sobretudo, preparado para virar a página.

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