
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), reagiu à reportagem veiculada no Fantástico durante a noite de domingo (31), que expôs, em tom crítico, as políticas sociais adotadas pelo município sobre a população de rua. Segundo Topázio, a matéria não deu voz ao lado da gestão da Capital – tampouco deu luz às campanhas de reabilitação dessas pessoas pelo poder público.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
“[A reportagem] demonstrou profundo desconhecimento com a cidade. A imagem que eles mostram distribuindo marmita fica a 700 metros de nossa passarela. Fica no Centro, onde ficam os moradores de rua”, disse.
Topázio exibiu reportagens sobre crimes cometidos pela população de rua em Florianópolis – entre assaltos, espancamentos e tentativas de estupro. Ainda apresentou dados sobre a reinserção dessas pessoas na sociedade através da capacitação e do emprego.
“Para quem viu a reportagem neste domingo sobre a questão dos moradores em situação de rua no Brasil, sentiu falta de um outro lado que não quiseram abordar. Já prendemos mais de 100 pessoas em cidadão de rua com mandado de prisão em aberto. Desses, 70% não são daqui. Por outro lado, já empregamos mais de 120 pessoas que viviam nas ruas. Capacitamos e empregamos”, afirmou.
“A realidade é que tem gente que finge ajudar e que alimenta a pobreza. E tem gente que está estendendo a mão e tentando resolver de verdade, sem hipocrisia”, finaliza Topázio.
Confira a postagem
Tema gera polêmica em Florianópolis
Recentemente, o controle migratório proposto pelo prefeito na rodoviária municipal também foi pauta nacional. Em vídeo divulgado no início de novembro, a prefeitura afirmava ter devolvido 500 pessoas que chegaram “sem casa e sem emprego” de volta à terra natal.
À época, a Defensoria Pública apurou se a medida fere o direito “de ir e vir” e determinou o retorno de pessoas vulneráveis.
O tema dividiu opiniões dentro – e sobretudo fora do Estado. Após a repercussão, a Prefeitura de Florianópolis se manifestou por nota e disse que mantém o serviço feito pela Secretaria de Assistência Social para “dar suporte a todas as pessoas que chegam na cidade e precisam de alguma orientação”.
“A remoção ou o transporte compulsório de pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social é vedado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e por legislações municipais que regulamentam o benefício eventual de passagem – que só pode ser concedido quando há vontade expressa da pessoa em retornar e comprovação de vínculo familiar ou comunitário na cidade de destino”, disse o órgão.

