PF prende dono da Choquei, MC Ryan SP e Poze de Rodo por lavagem de dinheiro

As apurações dão conta que os envolvidos teriam criado um sistema para “ocultar e dissimular” valores provenientes do tráfico de drogas
Por: Redação
em 15/04/2026 às 12:18 - Atualizado há 44 minutos.
Dono da página Choquei está entre os presos desta quarta-feira (15). Foto: Redes Sociais/Reprodução.
Dono da página Choquei está entre os presos desta quarta-feira (15). Foto: Redes Sociais/Reprodução.

Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, página de notícias sobre o mundo dos famosos, foi preso em Goiânia nesta quarta-feira pela PF (Polícia Federal) por lavagem de dinheiro. Ele integra a lista de presos no âmbito da operação Narco Fluxo, que também inclui os MCs Ryan SP e Poze de Rodo. 

Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp

Poze foi preso em casa, no Rio de Janeiro. A defesa do acusado informou desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão e que “com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.

Por fim, a defesa de MC Ryan SP afirmou que “até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.”

Não houve manifestação pública até o momento da defesa de Raphael, dono da Choquei.

A “Operação Narco Fluxo”, segundo a PF, tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior, para limpar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

As apurações dão conta que os envolvidos teriam criado um sistema para “ocultar e dissimular” valores – como operações financeiras, transporte de numerário em espécie e compra/venda de criptomoedas. Cerca de R$ 1,6 bilhão teria sido movimentado pelo grupo criminoso. 

São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial, como o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.