PF desmonta rede de exploração sexual e trabalho escravo no Oeste de SC

PF desmantela rede de exploração sexual e trabalho escravo em SC; operação revela aliciamento e violência contra vítimas. Ação tem apoio de outras forças.

Resumo da Notícia

A Polícia Federal deflagrou uma operação em SC para desarticular uma rede que explorava sexualmente vítimas em condições análogas à escravidão. A ação envolveu buscas em três locais, bloqueios de veículos e identificação de criminosos que aliciavam pessoas com promessas financeiras.

PRF SC
Foto: DIvulgação.

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta sexta-feira (10), uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado na exploração sexual de vítimas que trabalhavam em condições análogas à escravidão na região de São Lourenço do Oeste, em SC, e Vitorino, no PR.

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Foram realizadas buscas em três endereços residenciais e comerciais; o bloqueio de cinco veículos e o afastamento do sigilo de dados digitais e telemáticos dos investigados. 

A ação é o resultado de uma investigação que teve a colaboração ativa da Polícia Civil de SC após o conhecimento de diversos registros formais por parte das vítimas e de uma prisão em flagrante de um dos integrantes do esquema criminoso. 

Durante a apuração, a PF identificou um grupo que aliciava pessoas por meio de promessas de altos ganhos financeiros. Ao chegarem ao local, as vítimas eram exploradas sexualmente e submetidas a um regime de controle absoluto. 

Para dificultar possíveis fugas das vítimas, os criminosos operavam um sistema de servidão por dívida, no qual eram cobrados valores abusivos e superfaturados por itens básicos como alimentação, hospedagem e até taxas punitivas arbitrárias.  

A liberdade das vítimas era ainda restringida pela retenção de documentos pessoais e aparelhos celulares, além de vigilância constante por câmeras de segurança, intimidações promovidas por seguranças e episódios de agressão física contra quem demonstrasse intenção de deixar o local. 

A operação de hoje contou com apoio operacional da Polícia Civil de SC e de servidores do Ministério Público do Trabalho.

Os investigados poderão responder pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, cárcere privado, lesão corporal, lavagem de dinheiro, entre outros. 

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