Avaí solicita reunião com a Polícia Militar para reforçar segurança na Ressacada 

Resumo da Notícia

Clube cita briga envolvendo torcedores de Avaí e Remo durante a partida do último sábado (15)

Avaí; Briga; Confusão; Ressacada; Remo
Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C

O Avaí enviou à PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) um ofício solicitando reunião para discutir novas medidas de segurança a serem implementadas dentro e fora da Ressacada para a temporada de 2026. A ação teve como estopim o episódio de sábado (15), em que torcedores do Remo invadiram o setor social da torcida avaiana.

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No documento, o clube valorizou a ação da PM, mas sugeriu ações que poderiam ter sido tomadas para evitar o escalonamento da briga. 

“Logo no início da partida a Polícia Militar deslocou uma guarnição para o Setor E e numa operação muito bem conduzida, com calma, educação e conformidade conseguiu retirar todos os torcedores visitantes do Setor E, direcionando-os ao setor visitante. No entanto, logo após realizar a separação a guarnição da Polícia Militar deixou o local (quando, talvez, o melhor fosse sua permanência com um cordão de isolamento de policiais militares). Assim, um pouco antes do término da partida, embora o Avaí houvesse reforçado sua segurança privada, um grupo de torcedores do Remo comandou uma invasão”.

Diante do ocorrido, o Leão da Ilha sugere uma revisão das atuais medidas de segurança e adaptação delas para cenários extremos e em partidas consideradas de alto risco.

Leia na íntegra:

“Ilmo Sr. Comandante da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina

(Com cópia à Exa Sr. Procuradora de Justiça do MPSC)

Ilmo Sr. Comandante:

Acerca dos fatos e atos de violência ocorridos na data de ontem, 16 de novembro de 2025, durante o jogo Avaí x Remo válido pelo Campeonato Brasileiro da Série B, vimos informar o que segue e ao final requerer:

No início do dia, por volta das 9 horas da manhã, funcionários do Avaí Futebol Clube começaram a acompanhar a movimentação de torcedores de ambas as torcidas na parte externa do estádio da Ressacada.

Por ser considerado um jogo de risco (em razão da rivalidade de torcidas organizadas) o clube previamente informou à PMSC que os cuidados com a segurança deveriam ser redobrados.

No início da tarde um veículo UBER, desconhecedor da divisão de espaços e vias para as torcidas local e visitantes ingressou com torcedores do Remo no interior do veículo, passando no meio da concentração da torcida local, o que gerou um primeiro episodio de confronto e violência, com danos materiais ao veículo e agressões entre os torcedores.

O episódio gerou pronta atuação da PMSC e em conjunto com os funcionários do Avaí Futebol Clube os ânimos foram arrefecidos e o cuidado com a divisão de torcedores foi redobrado, permitindo que até o início do jogo os torcedores adentassem ao Estádio sem maiores conflitos.

Com o início do jogo ficou claro que os torcedores do Clube de Remo haviam comprado ingressos em outros setores que não apenas o setor a eles reservados. Foram identificados torcedores nos setores F, G e H. Há relatos ainda de torcedores do Remo também no próprio setor A (exclusivo da torcida do Avaí).

Por volta das 15 horas o setor de relacionamento com os torcedores começou a receber relatos de presença e provocação com cânticos e xingamentos no setor D do clube, o que fez com que a Polícia Militar fosse novamente informada do ocorrido.

Logo no início da partida (por volta dos 15, 20 minutos do primeiro tempo) a Polícia Militar deslocou uma guarnição para o Setor E (divisor da torcida do Avaí com a torcida visitante) e numa operação muito bem conduzida, com calma, educação e conformidade conseguiu retirar todos os torcedores visitantes do Setor E, direcionando-os ao setor visitante. 

Temporariamente a situação foi resolvida.

No entanto, logo após realizar a separação a guarnição da Polícia Militar deixou o local (quando, talvez, o melhor fosse sua permanência com um cordão de isolamento de policiais militares).

Assim, um pouco antes do término da partida, embora o Avaí houvesse reforçado sua segurança privada, um grupo de torcedores do Remos (a maioria identificados com uniformes e bandeiras de uma torcida organizada) comandou uma invasão pelo portão de acesso ao setor E, destruindo o portão e agredindo violentamente os orientadores (segurança privada) que não resistiu à força do grande grupo de torcedores do Remo não obtendo sucesso na retenção.

Após arrombarem o portão de acesso e agredirem os seguranças do clube, dezenas de torcedores em grupo partiram em direção à torcida do Avaí (num setor familiar com mulheres e crianças) agredindo-os violentamente.

Diante da confusão a Polícia Militar que atuava dentro do gramado conseguiu dissipar a invasão com bombas de efeito moral, retornando às arquibancadas para controle da turbação, voltando a dominar a segurança local com auxílio dos orientadores do clube.

Por isso, o Avaí Futebol Clube entende que o episódio demanda novo estudo da organização dos jogos de futebol, sobretudo aqueles de alto risco.

O Avaí Futebol Clube e a Polícia Militar de Santa Catarina detêm excepcional histórico de controle dos espetáculos. Prova disso é que no ano de 2025 dezenas de jogos foram realizados na Ressacada sem qualquer relato de violência, tudo fruto do bom trabalho desenvolvido em conjunto entre as duas instituições.

Assim sendo, o Avaí Futebol Clube vem agradecer mais uma vez à parceria desenvolvida com a Polícia Militar de Santa Catarina, requerendo a designação de uma reunião para que o episódio seja avaliado com a sugestão de melhorias para que possamos cada vez mais oferecer segurança e conforto a todos os torcedores – locais e visitantes – que frequentam os eventos desportivos no Estádio Aderbal Ramos da Silva.”

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