
A Superintendência da Polícia Federal tem cinco dias para fornecer informações ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a respeito da reclamação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o barulho do ar-condicionado na cela onde ele está custodiado.
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Os advogados de Bolsonaro enviaram uma petição ao STF dizendo que a cela não assegura “condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde” do ex-presidente.
Segundo a defesa, o ruído é contínuo e ocorre ao longo das 24 horas do dia. Conforme os advogados, a situação ultrapassa o desconforto e configura uma perturbação constante à saúde e à integridade de Bolsonaro, que já sofre de soluços constantes.
A defesa pediu que as autoridades da Polícia Federal fossem oficiadas para adotar as providências técnicas necessárias para resolver a questão. Os advogados sugerem adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente para o aparelho de ar-condicionado.
Na última quinta-feira, o ex-presidente voltou para a Superintendência da PF após quase dez dias de internação para operar uma hérnia inguinal bilateral. Além dessa cirurgia, ele passou por outros três procedimentos para tratar as crises de soluço durante a hospitalização.

