Lula condena ação americana na Venezuela sem citar Donald Trump nem Nicolás Maduro

Ainda, se pôs à disposição para negociações, mas não cita em sua nota o nome do presidente dos EUA nem da Venezuela
Por: Redação Jovem Pan News
em 03/01/2026 às 13:12 - Atualizado há 1 semana.
lula trump venezuela
Foto: Reprodução.

O presidente Lula condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela por meio de nota oficial durante a tarde deste sábado (3), classificando a invasão como “uma linha inaceitável”. Ainda, se pôs à disposição para negociações, mas não cita em sua nota o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, nem do venezuelano, Nicolás Maduro.

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O presidente manifestou forte repúdio aos bombardeios e à captura do presidente da Venezuela, mas também seguindo a linha neutra clássica da diplomacia brasileira – sem defender Maduro nem atacar Donald Trump.

As falas mornas acompanham a turbulência na relação entre o Brasil e o país vizinho, uma vez que o Itamaraty não reconheceu a vitória de Maduro nas últimas eleições. Ainda, vai de encontro ao estreitamento de laços entre o Brasil e os Estados Unidos – amplificado pelas negociações a respeito da taxação de 50% em produtos nacionais.

Leia na íntegra a nota de Lula sobre o bombardeio na Venezuela

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio.

O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”