Grupo criminoso movimenta R$ 1,1 bi com venda de colchões

Empresa que simulava vender colchões teria sido usada por grupo criminoso para lavar dinheiro do tráfico em cinco estados

Resumo da Notícia

Empresa que simulava vender colchões teria sido usada por grupo criminoso para lavar dinheiro do tráfico em cinco estados

Grupo criminoso movimenta R$ 1,1 bi com venda de colchões
Foto: PCSC/Divulgação

Uma megaoperação da Polícia Civil de Santa Catarina foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) contra uma organização suspeita de movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão por meio de uma empresa de fachada.

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A ação ocorre principalmente na Grande Florianópolis e também alcança outros quatro estados.

Ao todo, foram expedidos mais de 30 mandados de prisão e 80 ordens de busca e apreensão.

Em Santa Catarina, as diligências são realizadas em Florianópolis, São José, Palhoça, Itapema, Balneário Camboriú, Imbituba e Porto Belo.

A investigação aponta que a empresa simulava a venda de colchões, mas teria funcionado como uma estrutura financeira para receber e movimentar valores provenientes do tráfico de drogas.

Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava o empreendimento para dar aparência legal ao dinheiro obtido com atividades ilícitas.

Empresa de fachada teria funcionado como setor financeiro do grupo criminoso

A investigação é coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal de Palhoça.

Conforme o delegado Marcos Fraile, a empresa investigada está registrada em Mato Grosso e recebia recursos ligados ao tráfico, principalmente de integrantes que atuavam em Palhoça.

A responsável pelo empreendimento mora em Mato Grosso do Sul e também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

De acordo com o delegado, apesar de declarar a comercialização de colchões como atividade econômica, a empresa teria operado, na prática, como uma financeira ligada ao tráfico de drogas.

Durante o cumprimento de uma das ordens judiciais em Florianópolis, os policiais encontraram uma grande quantidade de entorpecentes.

Batizada de Operação Tela Oculta, a ação também cumpre mandados no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A Justiça ainda autorizou a quebra do sigilo bancário de 22 pessoas físicas e oito empresas investigadas.

As apurações continuam para identificar a origem dos recursos, o envolvimento dos suspeitos e a participação de cada integrante do grupo criminoso no esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

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