Caminhoneiro catarinense está preso na Argentina há 20 dias

Retido em Mendoza desde 15 de julho, caminhoneiro catarinense aguarda a liberação da rota fechada por uma nevasca histórica nos Andes

Caminhoneiro catarinense está preso na Argentina há 20 dias
Foto: Divulgação

Morador de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, o caminhoneiro catarinense Jairo Luan Gomes está impedido de seguir viagem há cerca de três semanas na província de Mendoza, na Argentina.

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Uma forte nevasca bloqueou as estradas que atravessam a Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile.

Desde 15 de julho, Jairo permanece em Uspallata, onde aproximadamente 580 motoristas aguardam a reabertura da passagem.

O pátio da aduana está lotado, e parte dos caminhões ocupa áreas externas e postos de combustíveis próximos.

Segundo Jairo, a longa espera tem provocado desgaste emocional entre os profissionais.

Os motoristas buscam apoio uns nos outros para enfrentar a incerteza e os dias seguidos no mesmo local.

Nevasca impede viagem do caminhoneiro catarinense

A tempestade acumulou até três metros de neve e gelo em alguns trechos e provocou o fechamento do Paso Los Libertadores, principal ligação terrestre entre a Argentina e o Chile.

Jairo transporta uma carga com destino ao território chileno e depende da liberação da estrada para continuar a viagem.

O caminhoneiro catarinense afirma que nunca havia enfrentado pessoalmente uma paralisação tão longa, apesar de bloqueios serem comuns durante o inverno na região.

Para ele, a intensidade da nevasca transformou o episódio em uma situação histórica.

Doações ajudam caminhoneiro catarinense durante espera

Enquanto o tráfego permanece interrompido, os motoristas recebem alimentos e água potável distribuídos por uma associação de caminhoneiros de Mendoza.

As condições no local, porém, são consideradas precárias.

Jairo relata dificuldades com os banheiros, falta de água quente para banho e estrutura limitada para atender a quantidade de profissionais retidos.

Além disso, ventos fortes, baixas temperaturas e a poeira levantada no terreno da aduana aumentam o desconforto.

O caminhoneiro catarinense afirma que as doações são fundamentais para os trabalhadores enfrentarem o período de isolamento.

Equipes de emergência argentinas também realizaram operações para retirar turistas presos pela neve.

Para os caminhoneiros, a retomada da viagem depende principalmente das condições em Las Cuevas, trecho mais alto e crítico da travessia.

A expectativa é que a passagem seja liberada a partir desta sexta-feira (8), caso o tempo permita a retirada da neve acumulada sobre a estrada.

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