
O Parque Natural Municipal do Morro da Cruz, em Florianópolis, passou a contar com um plano de manejo que estabelece regras para o uso e a conservação da área protegida. Publicação aconteceu nesta quarta-feira (28).
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
O documento divide a unidade em nove zonas, define onde atividades como visitação e abertura de trilhas podem ocorrer e estabelece diretrizes para empreendimentos no entorno.
Com mais esse planejamento, a capital agora chega a 10 planos de manejo publicados para unidades de conservação municipais.
O plano orienta a gestão do parque, que tem 129,2 hectares no Maciço do Morro da Cruz, na região central da Ilha de Santa Catarina.
A unidade protege um remanescente de Mata Atlântica cercado pela área urbana e faz divisa com comunidades como Monte Serrat, Alto da Caieira e Serrinha.

Segundo a prefeitura, a vegetação contribui para a regulação do microclima, abriga nascentes que abastecem bacias hidrográficas da região central e funciona como refúgio para a fauna e a flora.
Quase metade do parque terá acesso restrito
Das nove zonas estabelecidas pelo plano, a Zona Intangível corresponde a 49,45% da área total. O espaço é destinado à proteção integral e ao monitoramento ambiental, sem visitação pública.
As demais zonas concentram atividades como lazer, educação ambiental e visitação, incluindo áreas de trilhas, mirantes e estruturas de apoio. O zoneamento também servirá de referência para a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) avaliar pedidos de autorização para intervenções e atividades dentro da unidade.
O documento ainda estabelece uma zona de amortecimento no entorno do parque, com faixa de 50 a 500 metros. Nesse perímetro, novas atividades e empreendimentos deverão seguir regras específicas para reduzir possíveis impactos sobre a área protegida.
Plano de manejo foi elaborado com participação comunitária
A elaboração do documento incluiu participação comunitária essencial, com oficinas com moradores, escolas e conselheiros, porque, segundo a prefeitura, a criação do parque teve origem justamente na mobilização de associações de moradores do Maciço do Morro da Cruz.
Com a publicação do plano do Morro da Cruz, Florianópolis passa a ter documentos de manejo para todas as unidades de conservação municipais já consolidadas, conforme a administração municipal. A exceção é o Monumento Natural Municipal da Ilha do Campeche, unidade mais recente da cidade, cujo plano ainda está em fase inicial de discussão.






