
A alta temporada de verão chegou, e com ela o intenso fluxo nas praias da capital catarinense. Com isso, vídeos gravados por turistas tomaram repercussão por denunciarem os preços abusivos de estabelecimentos nas praias de Florianópolis.
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Conforme apuração do Tudo Aqui SC, valores de estacionamento chegam a R$ 50 em toda a ilha — no Campeche, ao Sul, na Joaquina, no Leste, e nos Ingleses, no Norte de Florianópolis. Ainda, muitos desses locais não oferecem serviços básicos como banheiro e chuveiro.
Os preços ‘salgados’ abrangem também as comidas vendidas. Uma espiga de milho está a R$ 15 em algumas praias — mesmo valor da unidade de queijo coalho. Um pastel de quiosque pode chegar a R$ 40.
Polêmica envolvendo prefeito
Devido ao impacto dos relatos nas redes sociais, o Prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, publicou um vídeo se posicionando neste domingo (4). Ele afirma que a prefeitura não possui respaldo legal para controlar ou tabelar os preços dos quiosques e estabelecimentos privados nas praias.
Topázio fala no vídeo de uma “solução”: o Prato Manezinho, disponível em todos os quiosques credenciados, com o preço fixo de R$ 40. O prato deve conter 300g de frutos-do-mar e acompanhamentos como pirão ou arroz, batata frita, salada e uma bebida, que pode ser água.
Entretanto, comentários de moradores e turistas relatam que a ideia não funciona na prática. “Os pratos manezinhos “SEMPRE ACABAM””, disse um morador.
“Prefeito, a ideia do “Prato Manezinho” é ótima, mas é uma pena que os quiosques NÃO servem o prato ao pretexto de que “vai demorar muito”, “o arroz acabou”, “hoje a cozinheira não veio”, etc. Desde o verão passado são as mesmas desculpas que dão aos turistas”, relatou outro frequentador.
* Por Ana Horst

