Proprietária que disse não querer “cliente pobre” se pronuncia após notificação do Procon

Dona publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não precisa desse tipo de consumidor

Proprietária que disse não querer "cliente pobre" se pronuncia após notificação do Procon
Foto: PMF/Reprodução

O Procon Municipal notificou, nesta quinta-feira (13), a loja Deusa Colorida Modas, um comércio de roupas femininas localizado no Centro de Florianópolis, após declarações da proprietária sobre o tipo de cliente que gostaria de atender. Durante a noite, ela fez novas manifestações nas redes sociais.

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Em vídeos publicados nas próprias redes sociais, a empresária afirmou não querer “cliente pobre” em seu estabelecimento. Ela também reclamou das pessoas que frequentam a loja e compram peças de R$ 20 ou R$ 50.

“Pobre é uma desgraça”, afirmou. “Gente, eu não preciso disso. Eu tenho clientes que gastam mil reais em uma compra, que fazem compras de dois mil reais.”

Segundo o Procon, os vídeos também apresentavam produtos, condições de pagamento e a nova coleção da loja. Por isso, o órgão entendeu que a manifestação poderia configurar publicidade de caráter discriminatório e solicitou esclarecimentos à empresa.

Proprietária da loja se manifesta após notificação

Pelos stories da marca, a lojista publicou duas fotos com escritas, defendendo-se das denúncias. Ela afirmou que “usou palavras que não deveria ter usado”.

Nossa loja tem um posicionamento, trabalha com determinados produtos e faixas de preço, mas isso jamais deve ser confundido com falta de respeito”, defendeu na publicação.

Proprietária que disse não querer "cliente pobre" se pronuncia após notificação do Procon
Foto: Redes sociais/Reprodução

A notificação do Procon contra a empresária cita o Código de Defesa do Consumidor, que considera abusiva a publicidade discriminatória. Também questiona se existe alguma política de diferenciação de atendimento por renda, condição social, aparência ou valor da compra.

A lojista deverá informar ainda se algum consumidor já teve o atendimento, acesso à loja ou venda recusados por esses motivos. O estabelecimento tem 48 horas para apresentar resposta formal ao órgão.

Segundo Thiago Silva, presidente do Procon Florianópolis, “o consumidor é livre para comprar, e o fornecedor não é livre para humilhar“.

Caso a apuração confirme prática de caráter discriminatório, o Procon poderá instaurar processo administrativo e aplicar as penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor. A empresa terá direito ao contraditório e à ampla defesa.

Confira o vídeo discriminatório contra ‘cliente pobre’

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