
A greve dos servidores públicos de São José, na Grande Florianópolis, começou na manhã desta terça-feira (5). Assembleia extraordinária no Bolsão da Beira-Mar marcou o início do movimento sindicalista.
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Paralisação foi definida em assembleia do Sintram (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José) na última quarta-feira (29). Os servidores já estavam em estado de greve desde o dia 31 de março, há mais de um mês, e afirmam que as negociações com a Prefeitura não avançaram neste período.
Graziane Justino, secretária-geral do Sintram, conta que questões acordadas na greve do último ano foram descumpridas pelo poder público. As principais queixas são em relação à área da saúde, onde a paralisação está mais concentrada. “O caos na saúde já vem há vários anos, então estamos há tempos em negociação”, explica a secretária.

“Faltam profissionais, faltam exames, falta prontuários e várias outras coisas que estão prejudicando o trabalho dos servidores efetivos. Tudo isso está na nossa pauta”, explica Graziane. Entre as reivindicações estão a chamada dos concursos públicos, a revisão do salário dos técnicos de enfermagem e valorização do profissional que atua em educação especial.
Cerca de 1.000 servidores já aderiram à paralisação, sendo 70 médicos, fechando 11 salas de vacinação do município — segundo dados preliminares do sindicato. Um balanço mais aprofundado dos serviços afetados será feito ao longo do dia.
Aproximadamente 4.000 servidores públicos efetivos e substitutos compõem a estrutura municipal. Com o levantamento do Sintran, 25% deles já teriam ingressado no movimento.
A Prefeitura de São José se reuniu com representantes da categoria na segunda-feira, em última tentativa de acordo antes da paralisação. Nenhuma decisão foi tomada, e ambas as partes afirmam que seguem abertas ao diálogo.
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