Floripa 400 projeta mobilidade integrada com VLT, expansão do BRT e uso das baías para transporte náutico

Secretário Michel Mittmann detalha diretrizes do novo Plano de Mobilidade, que mira conexão metropolitana, modais coletivos e transporte sustentável para as próximas décadas
Por: redacao
em 17/11/2025 às 14:40
Floripa 400 projeta mobilidade integrada com VLT, expansão do BRT e uso das baías para transporte náutico
Foto: Jovem Pan News Florianópolis

O secretário executivo de Projetos Estratégicos de Florianópolis, Michel Mittmann, apresentou a visão integrada de mobilidade prevista no programa Floripa 400, que orientará o desenvolvimento da cidade pelos próximos 48 anos.

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Segundo ele, a elaboração do novo Plano de Mobilidade é uma das etapas centrais para preparar Florianópolis para um crescimento sustentável e conectado ao contexto metropolitano.

Mittmann destaca que projetos de grande porte, como um VLT, só se viabilizam em regiões com alta densidade populacional e integração regional — condições que começam a se consolidar em áreas como a ligação entre Kobrasol e Avenida Rio Branco, vista como oportunidade estratégica.

Ele reforça que a Capital precisa priorizar os modais coletivos, ampliando corredores de BRT, expandindo o programa Mais Pedal com novas ciclovias e planejando infraestruturas que permitam a evolução contínua da malha cicloviária.

A geografia característica da Ilha, marcada por baías, encostas e morros, também entra no planejamento como potencial de inovação. O secretário afirma que o transporte náutico deve ganhar escala nos próximos anos, assim como estudos sobre teleféricos, que podem gerar novas conexões internas, inclusão social e valor turístico.

Mittmann também ressalta a importância de reconectar Florianópolis ao mar, papel no qual a nova marina assume protagonismo ao estimular uma cultura de mobilidade náutica e diversificar as formas de deslocamento.

Por fim, o secretário enfatiza que nenhuma transformação ocorrerá sem uma mudança de comportamento. Ele defende a educação para a mobilidade como base do processo — formando cidadãos mais conscientes, participativos e responsáveis no uso dos sistemas de transporte coletivo.

Confira a entrevista: