
Trabalhadores dos Correios em Florianopolis entraram em greve na manhã desta quinta-feira (5) após fechamento do CDD (Centro de Distribuição Domiciliária) da sede do Santa Mônica, considerada central para as operações da Capital. A paralisação ocorre por tempo indeterminado.
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“Estamos tentando resolver um problema que é de todos”, afirmou Josiel Reis, funcionário dos Correios e integrante da Fentect (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos). Para ele, o mantimento das operações no CDD auxilia no bom funcionamento e agilidade das entregas para a população da Ilha.
A expectativa é de que os bairros mais afetados com o fechamento sejam os próximos do Santa Mônica, como Itacorubi, Trindade e Lagoa da Conceição. Funcionários de outras unidades — Centro e Ingleses — ingressaram na paralisação devido ao aumento de demanda que terão.
Os trabalhadores receberam a notícia do fechamento apenas uma semana antes de sua efetivação, que ocorreu oficialmente na última sexta-feira (27). Não houveram demissões, sendo os integrantes remanejados para outras unidades.
A empresa alega que o Centro de Distribuição é deficitária e teria ordem de despejo — informação incorreta, segundo os representantes do Sindicato —, além de que estaria gerando prejuízo financeiro. Os integrantes dos Correios chegaram a pesquisar outros imóveis próximos, mais acessíveis, mas a empresa se manteve irredutível na decisão, conforme os grevistas.
“É uma decisão política, que deve ser revertida”, declarou o integrante da Fentect. Em nota, os Correios afirmam que o fechamento se deu com base nos estudos se revisão da rede, focando em otimização de recursos e redução de custos, em alinhamento ao Plano de Reestruturação dos Correios.
Ainda na nota oficial, a empresa reforçou: “As entregas na região seguem sendo realizadas sem prejuízo à população, com redistribuição de recursos para as unidades responsáveis pelo atendimento da área”.
Por Ana Horst

