Análise: A pobreza do futebol da capital, futuro cercado de incertezas e cenário difícil de aceitar

Análise: A pobreza do futebol da capital, futuro cercado de incertezas e cenário difícil de aceitar
Técnico Allan Aal conversou com seus atletas Foto: Leandro Boeira/AFC

O futebol de Florianópolis vive uma pobreza que vai muito além dos resultados dentro de campo. Avaí e Figueirense, que durante anos levaram o nome da capital à elite do futebol brasileiro, hoje convivem com posições incômodas, dívidas enormes, crises administrativas e um futuro que ninguém consegue enxergar com clareza. É um cenário difícil de aceitar para uma cidade que já teve seus clubes disputando a Série A.

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Boa parte dessa situação tem responsáveis: gestões que erraram na condução dos clubes, gastaram mal, acumularam dívidas e não conseguiram construir projetos sustentáveis. O problema não apareceu de repente. Foi sendo construído ao longo dos anos, enquanto o futebol brasileiro se profissionalizava e clubes do interior catarinense encontravam novos caminhos para crescer.

Planejamento e competitividade

Hoje, Avaí e Figueirense dependem de processos de recuperação, investidores e mudanças profundas de gestão para tentar reconstruir o que foi perdido. O Avaí avança com a Transação Tributária, a Recuperação Judicial e a SAF. O Figueirense ainda busca concluir sua recuperação e encontrar na Pansports uma possibilidade de recomeço. São portas que se abrem, mas nenhuma delas garante o sucesso.

O mais preocupante é que não existe sequer a certeza sobre onde estarão os dois clubes daqui a alguns anos. O Avaí luta para permanecer na Série B; o Figueirense tenta sobreviver na Série C e ainda precisa reconstruir seu caminho no futebol catarinense. Enquanto isso, clubes do interior ocupam espaços que durante muito tempo pareceram reservados aos grandes da capital.

Análise: A pobreza do futebol da capital, futuro cercado de incertezas e cenário difícil de aceitar
Raul Cabral e uma semana de trabalho Foto: Divulgação/FFC

Florianópolis não perdeu torcida, história ou tradição. Perdeu gestão, planejamento e competitividade. E recuperar esse patrimônio exigirá muito mais do que contratar jogadores ou trocar treinadores. Será preciso mudar a mentalidade, profissionalizar definitivamente os clubes, controlar as dívidas e construir projetos que pensem em anos, não apenas na próxima rodada.

O domingo (16/08) será de decisão: Em Ponta Grossa, Operário x Avaí, às 11 horasonde o Leão da Ilha, afundado na zona de rebaixamento, busca vitória para iniciar a recuperação. O técnico Allan Aal busca no elenco e nos novos contratados o ânimo para a vitória. Caxias x Figueira, no Centenário, às 16 horas, é decisão para as duas equipes. Ganhar ou ganhar é o que resta ao alvinegro do técnico Raul Cabral, que deve mandar a campo um time fisico, forte e com determinação para surpreender.

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