
O TCE/SC (Tribunal de Contas de Santa Catarina) iniciou nesta semana os primeiros trabalhos de conservação da antiga Escola Lauro Müller, no Centro de Florianópolis. Obra visa conter infiltrações provocadas pela chuva e evitar o avanço da deterioração do prédio histórico.
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A escola é tombada como patrimônio municipal, mas está interditada desde 2019 devido a uma série de problemas.
As intervenções se concentram na cobertura e nos pontos de entrada de água e fazem parte de uma etapa inicial de preservação do imóvel, que ainda não contempla a restauração definitiva.

O diagnóstico das condições do edifício identificou telhas deslocadas, ripamentos deteriorados, calhas obstruídas e sinais de infiltração. Também foram constatadas manchas e danos em forros, assoalhos e outros elementos de madeira, além de interferências da vegetação nas estruturas.
Entre os serviços previstos estão a limpeza e a desobstrução de calhas e condutores, além de reparos em telhas, ripamentos, beirais e outros pontos vulneráveis à entrada de água. A etapa inclui ainda a estruturação de um posto de vigilância com videomonitoramento.

Futuras intervenções na escola
Os reparos iniciais integram um processo mais amplo de preservação da Escola Lauro Müller. Antes das obras de restauração e revitalização, é necessário conter os fatores que contribuem para a degradação do imóvel e preparar as próximas etapas, que dependerão de estudos e projetos específicos para a restauração e adaptação do prédio.
As intervenções precisam respeitar as características históricas do conjunto e as normas de proteção do patrimônio cultural.

O parecer técnico do Sephan (Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município) estabelece diretrizes para pequenos reparos no ripamento e no madeiramento, além de orientar a retirada de vegetação que tenha atingido as estruturas das edificações.
O TCE/SC mantém diálogo com o Sephan para alinhar as diretrizes técnicas e legais que deverão orientar a revitalização e as futuras intervenções no imóvel.
A conservação também está relacionada às responsabilidades assumidas pelo Tribunal ao receber o prédio. Conforme o decreto que formalizou a transferência, cabe ao TCE/SC garantir a guarda, a conservação e a manutenção do imóvel histórico.







