
O domingo em Goiânia foi um choque de realidade para Avaí e Figueirense. Derrotas fora de casa, desempenhos tecnicamente pobres e uma sensação incômoda de estagnação colocam os dois clubes em posições desconfortáveis nas Séries B e C. O Avaí, que já liderou a competição, despencou para a 12ª colocação e acumula quatro jogos sem vitória. O Figueirense, por sua vez, estaciona na parte de baixo da tabela após uma virada dolorosa. O cenário é preocupante, ainda que o calendário ofereça tempo para reação.
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O Avaí vive um momento de regressão clara. Mesmo com o retorno de titulares importantes, a equipe voltou a apresentar um futebol apático, especialmente no primeiro tempo contra o Atlético-GO. Falta organização, intensidade e, principalmente, qualidade no último terço do campo. O time finaliza pouco e cria menos ainda, problema que se agrava com escolhas que não têm funcionado, como a insistência com Avenatti, em fase técnica muito abaixo.
O técnico Cauan de Almeida tem responsabilidade direta nesse processo. Precisa ajustar melhor as peças, exigir maior obediência tática e encontrar soluções ofensivas mais eficazes. Não se trata apenas de coletivo: individualmente, o rendimento também caiu, e isso compromete qualquer proposta de jogo. Além disso, o ambiente extracampo volta a pesar, com a recorrente questão de salários atrasados, um problema antigo que historicamente impacta o desempenho dentro das quatro linhas.
O Figueirense repete um roteiro preocupante: começa bem, mas não sustenta. Contra o Anápolis, fez um primeiro tempo competitivo, saiu na frente e parecia no controle. No entanto, desmoronou na etapa final de forma alarmante. Em apenas 18 minutos, sofreu três gols e perdeu completamente a identidade, evidenciando fragilidade emocional e desorganização defensiva.
A chegada de Raul Cabral trouxe expectativa após a vitória inicial, mas a realidade mostrou que há muito a ser corrigido. O time perde consistência com facilidade, comete erros individuais decisivos e não demonstra maturidade para reagir sob pressão. A derrota para o então lanterna escancara limitações técnicas e estratégicas que precisam ser tratadas com urgência.
O alerta está ligado para os dois lados da capital. O início de campeonato ainda permite recuperação, mas o futebol apresentado até aqui é insuficiente para objetivos mais ambiciosos. Sem evolução rápida, coletiva, individual e até estrutural, Avaí e Figueirense correm o risco de transformar um começo apenas irregular em campanhas decepcionantes.
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