
A Polícia Federal cumpriu cinco mandados em Santa Catarina nesta quarta-feira (4), durante a Operação IFRIT, que combate uma organização criminosa associada a duas das principais facções brasileiras — uma com atuação nacional e outra estadual. As diligências ocorreram em Florianópolis, com três mandados, e em São José, com outros dois.
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A investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar, com participação de agentes públicos das forças de segurança. Entre os investigados estão policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

Foram determinadas três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
Os integrantes das facções são suspeitas de envolvimento em tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A apuração também abrange crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

A operação foi deflagrada em conjunto com a Receita Federal, após autorização da Justiça Federal de Campo Grande (MS).
Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, entre preventivos e temporários, em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

Segundo a Polícia Federal, a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
As investigações apontam que drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, com distribuição no Brasil pelas facções e envio de entorpecentes à Europa, especialmente para Espanha e Portugal.
Ainda conforme a investigação, o grupo das facções utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar rivais.







