
A Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) afirmou que o debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho não deve ser conduzido às vésperas das eleições. PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi aprovada nesta quarta-feira (14).
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A entidade defende uma discussão técnica, com participação de sindicatos de trabalhadores e empregadores, e alerta para possíveis impactos econômicos de uma mudança obrigatória para todos os setores.
Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a proximidade do período eleitoral pode levar o tema para o campo ideológico e dificultar uma avaliação das particularidades de cada atividade econômica.
“A Fiesc avalia que a discussão precisa ser aprofundada e que o momento próximo das eleições contamina o debate, indo para a parte ideológica da questão. Temos muitos setores industriais em Santa Catarina e cada setor tem a sua peculiaridade, que precisa ser considerada”, afirmou.
Federação alerta para aumento de custos
Segundo Seleme, parte da indústria catarinense já adota modelos de jornada mais flexíveis, como a escala 5×2. Para a entidade, a organização do trabalho deve considerar as necessidades operacionais de cada empresa, em vez de estabelecer uma regra uniforme para todos os segmentos.

A Fiesc também argumenta que a redução compulsória da jornada pode elevar os custos das empresas, especialmente se houver necessidade de novas contratações para manter o mesmo nível de produção. A entidade avalia que parte dessas despesas poderá ser repassada aos consumidores por meio de preços mais altos.
“O setor produtivo vai pagar, mas vai repassar esses custos para os preços de seus produtos e serviços, então o produto vai ficar mais caro no mercado, nas lojas”, declarou o presidente da Federação.
Entidade cita risco de informalidade com fim da escala 6×1
Outro ponto levantado pela Fiesc é a dificuldade de contratação de trabalhadores qualificados em Santa Catarina. Na avaliação da entidade, o aumento dos custos do emprego formal pode pressionar pequenos e médios negócios, reduzir a competitividade industrial e estimular a informalidade.
A Federação defende que eventuais mudanças na jornada sejam negociadas entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Segundo a entidade, avanços sustentáveis nas relações de trabalho devem considerar ganhos de produtividade, inovação e automação.






