
O candidato a governador de Santa Catarina, Ralf Zimmer (PRD), defendeu o fim do programa Universidade Gratuita, que garante bolsas de ensino para universidades privadas no estado. Afirmação foi feita durante entrevista ao Jogo do Poder nesta terça-feira (25).
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A entrevista com o governador faz parte das sabatinas realizadas pela Jovem Pan News com os candidatos a gerir o estado. A próxima sabatina acontece na quarta-feira (26), às 11h, com o candidato João Rodrigues (PSD).
Proposta ‘centrista’ de Ralf Zimmer
“É a promessa principal de campanha”, disse Ralf sobre acabar com o programa Universidade Gratuita no estado, visando direcionar os gastos aos professores da rede pública.
O político afirma que o magistério em Santa Catarina sofre um processo histórico de desvalorização, com salários às vezes atrasados e uma folha de pagamento baixa.
“Fala-se muito em universidade e em escola técnica porque está se fugindo da responsabilidade do estado. Está na Constituição que a atribuição de investir na universidade é do governo federal, da União”, defende o político do Partido Renovação Democrática.

Para Ralf Zimmer, a prioridade do estado deve ser o ensino médio — onde justamente é a maior taxa de evasão dentro do ensino obrigatório.
“Professor mal remunerado vai desmotivado para a classe, e professor desmotivado não consegue transmitir motivação ao aluno; é um jogo de perde-perde que está tendo em Santa Catarina”, explica.
O candidato ao governo explica que o Universidade Gratuita não é de fato gratuita, pois tem um custo grande para o estado catarinense, e propõe que os beneficiários do programa que realmente necessitem do auxílio sejam amparados pelo Fies, o programa do Governo do Brasil.
Ralf Zimmer diz que já fez as contas: com suas mudanças, profissionais do magistério terão uma remuneração anual de R$ 28.400 — o equivalente a R$ 2.150 mensais, com 13º.
Ainda durante a entrevista à Jovem Pan News, Ralf afirmou que considera suas políticas de centro, não sendo nem de esquerda nem de direita, e afirmou que não apoiará publicamente nenhum candidato à presidência.






