
O empate parecia suficiente. Em um campo pesado, castigado pela chuva incessante em Caxias do Sul, o Avaí montou uma estratégia para sobreviver ao Juventude, líder entre as melhores defesas da Série B. O plano resistiu durante 90 minutos, mas desmoronou aos 47 do segundo tempo, quando Lucas Alves, ex-Figueirense, aproveitou a última bola aérea da partida para decretar a derrota por 1 a 0 no Alfredo Jaconi. O VAR confirmou o gol e, junto com ele, um duro golpe na reação azurra.
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A derrota interrompe a sequência de três jogos sem perder sob o comando de Allan Aal e mantém o Leão da Ilha na 18ª colocação, ainda dentro da zona de rebaixamento, agora com a sensação de que o primeiro turno ficou para trás, mas os problemas permanecem os mesmos. O Avaí abriu o returno pressionado e continuará assim.
Não foi uma atuação desastrosa, mas também esteve longe de ser suficiente para quem luta contra a queda. O campo realmente limitava a troca de passes e favorecia o jogo direto do Juventude. Allan Aal reconheceu isso e buscou neutralizar justamente a principal arma do adversário: a bola aérea. Resistiu quase até o fim, mas acabou derrotado exatamente da forma que tentou evitar.
Reação necessária
O problema, entretanto, vai muito além das condições do gramado. O Avaí continua encontrando enorme dificuldade para criar, finalizar e transformar posse de bola em oportunidades reais. O ataque segue sendo o maior calcanhar de Aquiles da equipe. Contra a melhor defesa da competição, praticamente não conseguiu ameaçar.
A esperança depositada no trabalho de Allan Aal continua viva, mas cresce a certeza de que o problema nunca foi apenas o treinador. Está dentro das quatro linhas, na limitação técnica do elenco, na baixa capacidade ofensiva e nos erros defensivos que insistem em aparecer. E também fora delas, em um clube que atravessa um momento decisivo enquanto a Kactus Capital avança na due diligence para adquirir 90% da SAF, já tendo aportado R$ 5 milhões para equilibrar compromissos imediatos.
A Ressacada vive dias de expectativa administrativa, mas também de enorme preocupação esportiva. Porque nenhuma negociação será capaz de apagar a realidade da tabela. O Avaí continua no Z-4 e o tempo começa a jogar contra.






