
O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a inclusão do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Aurélio Buzzi em um inquérito da Polícia Federal que investiga suposto esquema de venda de sentenças. A decisão foi assinada pelo ministro Cristiano Zanin e divulgada nesta semana.
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A ação amplia as investigações envolvendo o magistrado, natural de Santa Catarina. Buzzi já estava afastado de suas funções no STJ desde fevereiro deste ano por decisão da própria Corte. O afastamento foi determinado durante a tramitação de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) instaurado para apurar denúncias de importunação sexual.
Agora, além desse procedimento interno, o catarinense também passa a integrar a investigação conduzida pela Polícia Federal — que apura esquema de venda de decisões judiciais.
Marco Buzzi terá julgamento em breve
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, marcou para o dia 6 de agosto, às 9h, o julgamento do processo administrativo disciplinar contra o magistrado. A sessão será presencial e fechada ao público.
No julgamento do assédio contra duas mulheres, o Plenário do STJ decidirá se Marco Buzzi permanecerá ou não no cargo. Dos 32 ministros que compõem o colegiado, apenas seis são mulheres, enquanto os outros 26 são homens.

O processo administrativo foi instaurado após denúncias apresentadas por duas mulheres. A primeira é uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, que afirma ter sido vítima de toques sem consentimento durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, em janeiro deste ano.
Após o caso chegar ao Superior Tribunal de Justiça, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete também denunciou o magistrado, relatando episódios de toques sem consentimento e comentários de conotação sexual ocorridos entre 2023 e 2025. À Justiça, ela afirmou que não denunciou antes por medo de demissão.
A defesa de Marco Buzzi nega todas as acusações e irregularidades, afirmando que ele não tem relação com nenhuma das atividades citadas.
Enquanto o processo administrativo relativo ao assédio tem julgamento marcado para o próximo mês, o novo inquérito sobre a suposta venda de sentenças está em fase inicial de investigação pela Polícia Federal.






