
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após a identificação de eventos adversos graves registrados pelo sistema nacional de monitoramento após a imunização.
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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foram notificados 42 casos de reações severas em pessoas que receberam a vacina. Além disso, duas mortes estão sendo analisadas pelas autoridades sanitárias para verificar se existe alguma relação com o imunizante.
Entre os episódios monitorados, três pacientes precisaram ser hospitalizados em decorrência das reações registradas após a imunização. Diante do cenário, o governo federal decidiu interromper temporariamente a aplicação da vacina como medida de precaução, até que as investigações sejam concluídas.
O Ministério da Saúde informou que a decisão foi baseada em critérios técnicos e científicos, seguindo protocolos de segurança para garantir a proteção da população.
As duas mortes notificadas ainda não tiveram vínculo comprovado com a vacina. Especialistas ressaltam que a ocorrência de um problema de saúde após a imunização não significa, necessariamente, que tenha sido causada pelo imunizante.
As equipes responsáveis pela investigação trabalham para identificar se há relação direta entre os óbitos e a aplicação da dose.
A vacina contra a dengue do Butantan passou a integrar uma estratégia piloto do Ministério da Saúde neste ano, sendo aplicada inicialmente em municípios selecionados. O produto chamou atenção por ser a primeira vacina brasileira de dose única capaz de oferecer proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
Antes da autorização para uso, os estudos clínicos apontaram resultados positivos em relação à segurança, com a maior parte das reações adversas classificadas como leves ou moderadas.
A suspensão da vacina permanecerá em vigor até que os órgãos de vigilância sanitária e as equipes de farmacovigilância concluam a avaliação dos casos registrados. Somente após a análise detalhada dos dados será definida uma eventual retomada da campanha de imunização.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde orienta que pessoas que receberam a vacina procurem atendimento médico caso apresentem sintomas intensos ou reações consideradas incomuns após a aplicação da dose.
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