
Domingo, às 11 horas da manhã, na Arena Condá, o Avaí estará diante de uma oportunidade que poucos imaginavam tão próxima há algumas semanas: conquistar o título da primeira edição da Copa Sul-Sudeste e voltar para Florianópolis com mais uma taça na bagagem. A decisão será disputada em um estádio lotado, com a Chapecoense apostando todas as suas fichas em uma reação histórica diante da própria torcida.
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O cenário, porém, favorece claramente o Leão da Ilha. A goleada por 3 a 0 construída na Ressacada colocou a equipe azurra em posição extremamente confortável para a partida de volta. Não há espaço para euforia antecipada, porque o futebol já provou inúmeras vezes sua capacidade de produzir viradas improváveis e finais surpreendentes. Mas também não há como ignorar a realidade dos fatos: o Avaí deu um passo gigantesco rumo ao título e chega a Chapecó muito mais perto da conquista do que o adversário.
Além da taça, está em jogo uma premiação importante e uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil, combinação que valoriza ainda mais uma competição estreante que já demonstra potencial para se firmar definitivamente no calendário nacional. A arbitragem será de André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG) e no VAR teremos Márcio Henrique de Góis (SP).
A vantagem construída na Ressacada foi consequência direta de uma atuação que merece lugar de destaque entre as melhores do clube nos últimos anos. Na coluna passada, o Avaí estava entre a redenção e o abismo. A resposta veio em campo. Os jogadores azurras entregaram exatamente o que uma final exige: intensidade, concentração, entrega e comprometimento coletivo. Jean Lucas comandou a vitória com dois gols, Wallison completou a goleada e o restante da equipe transformou cada disputa de bola em uma demonstração de vontade. O placar de 3 a 0 não foi fruto do acaso. Foi a tradução de uma superioridade construída durante os noventa minutos.

Do outro lado, a Chapecoense entrou em campo cercada por favoritismo, utilizando jogadores considerados titulares e carregando o peso de representar uma equipe de Série A. Mas faltou atitude competitiva. Enquanto o Avaí tratava a decisão como prioridade absoluta, a equipe do Oeste pareceu acreditar que a diferença de divisões resolveria o confronto naturalmente. O resultado foi uma noite desastrosa, que provocou protestos da torcida, aumentou a pressão sobre o recém-chegado Rafael Lacerda e expôs publicamente o ambiente turbulento vivido pelo clube. As declarações de jogadores após a partida apenas confirmaram o tamanho da insatisfação.
Claro que a decisão ainda está aberta. O futebol recomenda respeito ao adversário e máxima atenção quando a bola começar a rolar na Arena Condá. Mas a situação atual é inegavelmente favorável ao Avaí. A Chapecoense precisará buscar uma remontada que parece distante diante do desempenho apresentado na ida e do contexto emocional que cerca a equipe. O Leão, por sua vez, leva confiança, vantagem e a experiência de quem já decidiu títulos importantes fora de casa. Em 2021, também comemorou uma conquista em Chapecó. Agora, cinco anos depois, tem tudo para repetir a festa. A mão já está na taça. Falta apenas o último movimento para erguê-la.
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