Mensagens e testemunhos apontam adolescente suspeito no caso Orelha, diz Ulisses Gabriel

Ex-delegado geral defende a investigação da Polícia Civil mesmo após o arquivamento do caso Orelha pelo Ministério Público

Resumo da Notícia

Ex-delegado geral defende a investigação da Polícia Civil mesmo após o arquivamento do caso Orelha pelo Ministério Público.

caso orelha ulisses jp
Ex-delegado-geral falou sobre o caso Orelha e sobre a candidatura à Alesc. Foto: Juan Bonifácio/Jovem Pan News.

Mesmo após o arquivamento do caso Orelha pela Justiça de Santa Catarina, o ex-delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Ulisses Gabriel, defendeu a atuação da investigação e afirmou que os delegados responsáveis chegaram a um adolescente suspeito com base em elementos probatórios.

Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp

Em entrevista no Jogo do Poder desta quinta-feira (28), o então delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que elementos colhidos nas diligências substanciaram a acusação contra o autor. 

“Com base no que foi apurado pelos delegados que atuaram no caso, tinha extração de mensagens e outros elementos de prova, como testemunhas, que teriam indicado autoria. Eu não presidi o inquérito. E a posição do Ministério Público está vinculada à Polícia Civil, tal qual a posição da Justiça”, afirma.

“As características da lesão mostram que houve ação humana. Não poderia ter sido de uma bengala de moto pois a forma da agressão não indicava isso. Depois disso foi feito o laudo direto, que é a praxe

Segundo Ulisses, a apuração começou em meio a informações desencontradas e fake news nas redes sociais. Ele afirmou que, embora inicialmente se falasse em seis adolescentes, a Polícia Civil investigou quatro. Dois foram descartados e, ao final, a apuração ficou concentrada em apenas um suspeito.

“Havia uma movimentação na mídia de que haviam seis suspeitos. Não eram seis, eram quatro – sendo que ficaram apenas dois suspeitos. Ao final das investigações, havia indícios e provas da participação de um dos adolescentes”, continua.

O caso foi arquivado depois que o Ministério Público concluiu que não houve agressão humana contra o animal. Laudos apontaram que a morte do cão decorreu de uma infecção óssea preexistente – decorrente de ação humana, de acordo com os laudos médicos colhidos durante a investigação. 

Ainda assim, Ulisses ressaltou que a avaliação da Polícia Civil não vincula o entendimento do Ministério Público nem da Justiça sobre o caso Orelha.

“Nós já fizemos mais de 300 mil investigações em três anos. A polícia faz o indiciamento, mas isso não quer dizer que o Ministério Público vá denunciar. E de todas as pessoas que o MP denuncia, a Justiça vá condenar. Quantas pessoas vemos inocentadas por falta de falta de provas?”, finaliza.

O Ministério Público pediu apuração sobre a possível monetização de conteúdos falsos envolvendo o caso Orelha, enquanto a fala de Ulisses mostra que ainda há divergência entre a leitura feita pela Polícia Civil durante a investigação e a conclusão final do MP.

Veja a entrevista com Ulisses Gabriel sobre o caso do cão Orelha

Categorias em destaque

Pan

Pan

Me siga no Instagram!

Estarei de volta em breve

Pan
Receba as principais notícias no seu Stories! 🙏
Jovem Pan News Floripa