O fim de semana coloca Avaí e Figueirense diante de cenários que exigem mais do que discurso: pedem resposta imediata em campo. A derrota do Avaí para a Ponte Preta acendeu o alerta, enquanto o Figueirense tenta provar que a vitória sobre o Botafogo-PB não foi apenas um lampejo. Em comum, dois clubes que ainda buscam consistência em competições longas e traiçoeiras.
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Série B
O Avaí chega pressionado, mas com argumentos para reagir. A volta de Zé Ricardo e DG muda o nível de competitividade da equipe, especialmente na proteção defensiva e na saída de bola. A possível presença de Daniel Penha, ainda que gradual, representa um ganho técnico essencial para um time que sofre na criação. Contra o Atlético-GO, em Goiânia, não basta organização, será necessário agressividade e, principalmente, eficiência no ataque, setor que ainda deixa a desejar.

A derrota para a Ponte Preta não pode ser tratada como um acidente isolado. Foi um retrato das limitações do elenco e das escolhas que não funcionaram. Cauan de Almeida tem conseguido extrair entrega e disciplina, mas agora precisa ir além: encontrar soluções ofensivas com o que tem à disposição. Avenatti retorna e oferece referência, mas o Avaí só será competitivo de verdade se transformar volume em gol. Fora de casa, contra um adversário forte, é o teste ideal para medir até onde esse time pode ir.
Série C
O Figueirense, por sua vez, encara um tipo diferente de armadilha. Vai enfrentar um adversário fragilizado, que ainda não venceu e trocou de comando, o que costuma ser perigoso. O time de Raul Cabral mostrou vigor e reação no segundo tempo contra o Botafogo-PB, mas isso, isoladamente, não sustenta campanha. É preciso repetir intensidade desde o início e, principalmente, apresentar evolução na construção de jogo.

A vitória recente trouxe confiança e também exposição. Raul Cabral falou bastante durante a semana, mas agora o campo cobra coerência. O Figueirense precisa se impor, controlar o jogo e não permitir que um adversário desesperado cresça. Se quer G-8, não pode desperdiçar pontos nesse tipo de confronto. Mais do que vencer, é sobre mostrar um padrão, algo que ainda não ficou claro.
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Outros catarinenses
Na Série A, a Chapecoense encara o Fluminense no Maracanã em um cenário de enorme dificuldade. A diferença técnica e o momento das equipes colocam a Chape como franco azarão. Para competir, será necessário um nível de concentração e eficiência que raramente apareceu até aqui. Fábio Matias segue na berlinda, ainda não venceu.
Mais jogos
Na Série B, o Criciúma tenta se reerguer diante do CRB após uma derrota pesada, enquanto na Série C o Brusque na Série C tem a obrigação de confirmar o bom momento contra o Confiança. Já o Barra busca afirmação contra a Inter de Limeira. Em todas as divisões, o recado é o mesmo: não há espaço para oscilação e quem não responde rápido, fica para trás. Na Série D, os clássicos catarinenses mostram a força regional: Joinville x Santa Catarina e Blumenau x Marcílio Dias protagonizam duelos que valem mais do que pontos, valem afirmação.
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