Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados

Resumo da Notícia

Durante discurso após a eleição, Erika Hilton afirmou que sua gestão buscará representar a pluralidade das mulheres brasileiras

Eleição da Comissão da Mulher, prevista para esta quarta-feira (11), tem chapa única com Erika Hilton como presidente. (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
Eleição da Comissão da Mulher teve chapa única com Erika Hilton como presidente. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11). Foram 10 votos no primeiro turno e 11 no segundo. Com isso, torna-se a primeira mulher trans a comandar o colegiado. 

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Mesmo diante da resistência de parte da oposição, a deputada conseguiu confirmar a vitória na nova rodada de votação. A primeira vice-presidência da comissão ficará com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Durante discurso após a eleição, Erika Hilton afirmou que sua gestão buscará representar a pluralidade das mulheres brasileiras e enfrentar a violência de gênero.

“Conseguimos extrapolar a barreira do ódio, do preconceito, da discriminação e da negação da própria identidade. Ao sentarmos nesta cadeira, não faremos uma gestão sem nos preocupar com a pluralidade da Câmara e com aquilo que é fundamental para enfrentar a violência patriarcal e misógina que acomete meninas e mulheres”, declarou.

A deputada ainda afirmou que pretende barrar “retrocessos” e priorizar projetos voltados aos direitos das mulheres indígenas, mulheres negras, pessoas com deficiência e mulheres LGBT+.

Após o primeiro turno sem definição, a deputada Chris Tonietto (PL) afirmou que, em sua avaliação, não deveria haver uma segunda votação, sob o argumento de que a maioria da comissão teria rejeitado a chapa. Ainda assim, a parlamentar negou que estivesse tentando sabotar o processo.

A senadora Damares Alves (Republicanos) também se manifestou. Em discurso no plenário do Senado Federal, na terça-feira (10), a ex-ministra afirmou ver risco aos espaços conquistados historicamente por mulheres.

“Eu não posso permitir que um movimento no Brasil queira me tirar, inclusive, o direito de falar na tribuna que eu sou mulher. Eu sou mulher, eu nasci mulher e ninguém vai tirar o meu direito de falar que eu sou mulher”, declarou.

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