Empresário é condenado a 27 anos por matar corretor diante da filha após briga de trânsito em Tijucas

Resumo da Notícia

Júri popular durou mais de 12 horas; réu foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo

Empresário é condenado a 27 anos por matar corretor diante da filha após briga de trânsito em Tijucas
Empresário que matou corretor de imóveis é condenado em Tijucas; na imagem, o réu, à esquerda, e a vítima do crime, à direita | Foto: Divulgação

O empresário Thiago Vargas Pettirini foi condenado a 27 anos de prisão pela morte do corretor de imóveis Éder Rezini, de 40 anos, assassinado a tiros na frente da filha após uma briga de trânsito em Tijucas, na Grande Florianópolis, em 5 de outubro de 2024.

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O julgamento ocorreu na terça-feira (18) e se estendeu por mais de 12 horas. O réu foi condenado por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Thiago dirigia acompanhado da esposa, das duas filhas e de uma sobrinha quando tentou ultrapassar o carro de Éder e foi impedido. A situação teria desencadeado um desejo de vingança, levando o empresário a perseguir o corretor.

Perseguição que resultou em morte

A perseguição continuou até a zona rural de Tijucas, onde viviam os pais da vítima. No local, após Éder descer do carro e entregar uma sacola de compras à filha de nove anos, o empresário entrou no terreno e efetuou vários disparos. O corretor foi atingido na região do peito e morreu no local.

Testemunhas afirmaram que, antes de atirar, Thiago disse: “Agora tu não fecha mais ninguém!”. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, entendendo que o crime foi cometido após perseguição deliberada e mesmo diante dos apelos dos pais de Éder e da própria esposa do réu para que ele parasse.

Ainda segundo o MPSC, o empresário portava ilegalmente a arma usada no crime, já carregada e pronta para disparo. A ação provocou forte abalo psicológico aos familiares da vítima, que acabaram mudando de casa após o ocorrido.

A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. Embora caiba recurso, o empresário não poderá recorrer em liberdade, pois a Justiça determinou a execução provisória da pena.

A defesa sustentou tese de legítima defesa, mas ela foi rejeitada pelo Tribunal do Júri diante da “frieza e crueldade” observadas no crime.




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