
São José, na Grande Florianópolis, poderá ampliar o sistema de transporte coletivo das atuais sete linhas e 23 ônibus para até 17 linhas e 30 veículos. Projeto foi divulgado nesta terça-feira (08) pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
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A proposta foi elaborada com estudos liderados pela Fepese (Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos), com apoio técnico do LabTrans (Laboratório de Transportes e Logística da UFSC), e está em consulta pública até 19 de setembro.
Os estudos identificaram problemas como baixa oferta de horários, principalmente à noite e nos fins de semana, falhas na integração entre linhas e sistemas, áreas sem cobertura adequada e tempos elevados de deslocamento.

As análises reuniram dados de demanda, deslocamentos da população e operação do sistema atual. O objetivo é subsidiar o planejamento e a estruturação do futuro modelo de concessão do transporte coletivo do município.
Também foram avaliadas as condições dos ônibus e dos pontos de parada, além das informações oferecidas aos passageiros. Outro ponto identificado foi a concentração da demanda em determinados horários e eixos, enquanto outros trechos apresentam baixa utilização.
Pesquisas apontam perfil dos deslocamentos
As pesquisas de Origem e Destino e de Embarque e Desembarque ajudaram a identificar como os moradores se deslocam e utilizam o transporte coletivo.
Segundo os estudos, existe um forte padrão de deslocamento nos períodos da manhã e do fim da tarde. As viagens se concentram principalmente nos principais polos de emprego, comércio e serviços de São José.

Os levantamentos também mostraram forte relação do município com o sistema de transporte da Região Metropolitana de Florianópolis. Foram identificados eixos com maior concentração de passageiros e trechos com baixa ocupação.
Com os dados, a equipe também avaliou possibilidades de tornar os itinerários mais diretos e reduzir deslocamentos desnecessários.
Nova rede terá linhas circulares e integrações
A proposta de ampliar de sete para até 17 linhas não considera apenas o aumento da quantidade de ônibus em São José. O dimensionamento levou em conta fatores como demanda, cobertura territorial, frequência, tempo de viagem e capacidade operacional.
A modelagem prevê uma rede com funções diferentes e complementares. Entre as possibilidades estão linhas circulares, que devem facilitar a ligação entre bairros e reduzir a dependência de deslocamentos concentrados na região central.
Os pontos de integração terão a função de facilitar a transferência entre linhas e organizar as conexões. A proposta também prevê melhorias nas condições de espera e nas informações oferecidas aos usuários.

As linhas expressas e semiexpressas aparecem como uma possibilidade para uma etapa futura, vinculada à implantação de infraestrutura adequada. Na modelagem inicial, as linhas foram consideradas paradoras.
Segundo Geruza Kretzer, pesquisadora do LabTrans, a intenção é criar uma rede mais simples e eficiente, com melhor conexão entre diferentes regiões e redução do tempo de deslocamento.
População pode participar da consulta
A modelagem preliminar está disponível em consulta pública até 19 de setembro. Os moradores podem apresentar sugestões sobre itinerários, horários, cobertura territorial, pontos de parada e integração.
As contribuições serão avaliadas pela Prefeitura de São José e poderão resultar em ajustes na proposta antes da definição da modelagem final.
A participação dos usuários busca complementar os dados técnicos obtidos durante os estudos com a experiência de quem utiliza o transporte coletivo no dia a dia.






